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Gastronomia afetiva inspira modelo da Consuelo House

Chef Renata Consuelo fala sobre empreendedorismo, hospitalidade e inovação na gastronomia capixaba

Por Nathanael Rodor

Mais do que servir refeições, a chef Renata Consuelo construiu um modelo de negócio baseado em experiências, acolhimento e conexão entre as pessoas. Em entrevista ao Café com Moqueca, ela contou como transformou a paixão por receber amigos em casa em uma empresa que une eventos personalizados e um espaço próprio voltado para encontros intimistas. Segundo a empresária, a proposta da Consuelo House é fazer com que cada cliente se sinta em casa, em um ambiente flexível que se adapta a diferentes formatos de celebrações, reuniões e experiências gastronômicas.

Natural de São Gabriel da Palha, Renata relembrou que a relação com a cozinha começou ainda na infância, em uma família italiana acostumada a reunir muitas pessoas em torno do fogão. Formada em Direito e com passagem pelo mercado da moda, ela viveu em São Paulo, onde aprofundou seus conhecimentos por meio de cursos de gastronomia e da convivência com chefs e restaurantes da cidade. A mudança para Vitória coincidiu com a pandemia, período em que passou a realizar lives culinárias e vender pratos por encomenda, iniciativa que deu origem à Consuelo Cuisine e, posteriormente, à Consuelo House.

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A cozinha da chef combina técnicas aprendidas ao longo da trajetória com ingredientes brasileiros e, especialmente, capixabas. Peixes, ervas, pimenta-rosa, cogumelos, brotos e outros produtos regionais aparecem em releituras autorais que valorizam sabores locais sem abrir mão da criatividade. “A gente tenta trazer a maior verdade possível e inovar por meio dos ingredientes”, afirmou. Para Renata, a inovação na gastronomia está justamente em explorar novas combinações e oferecer experiências que surpreendam o cliente.

Ao falar sobre tecnologia, a empresária avalia que ferramentas como a inteligência artificial devem fortalecer a gestão e a padronização dos processos, mas não substituirão o principal diferencial da gastronomia: o contato humano. Segundo ela, cozinhar e servir envolvem acolhimento, interação e troca de experiências, aspectos que permanecem insubstituíveis. “As pessoas gostam dessa conexão. Quando você tem alguém cozinhando para você, é uma experiência completamente diferente”, destacou.

Renata também defendeu o potencial do Espírito Santo como destino gastronômico e turístico, especialmente pela integração entre praias, montanhas e produção regional. Para ela, o Estado reúne ingredientes, produtores e experiências capazes de fortalecer ainda mais sua identidade culinária. Entre os projetos para o futuro, a chef pretende ampliar experiências gastronômicas nas montanhas capixabas, reunindo parceiros e valorizando os produtos locais. “Quanto mais o mercado se unir para criar experiências e trazer novidades, mais forte será a gastronomia capixaba”, concluiu.

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