- Continua após a publicidade -

Veja os fatores que mais geram endividamento no ES

Uso do cartão de crédito, juros altos e falta de educação financeira estão entre as principais causas de endividamento das famílias capixabas

Por Letícia Arcanjo

O endividamento ainda faz parte da realidade de muitas famílias brasileiras e está ligado a uma série de fatores que impactam diretamente o orçamento doméstico.

Dados do Connect Fecomércio-ES, com base na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), mostram que o índice de famílias endividadas no Estado apresentou leve queda em março, chegando a 87,8%, um recuo de 1,5 ponto percentual em relação a fevereiro.

Para o presidente do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES), Ricardo Paixão, o cenário do endividamento das famílias envolve diferentes fatores presentes na realidade econômica do brasileiro. Entre eles, o cartão de crédito aparece como um dos principais responsáveis pelo descontrole financeiro.

“O cartão de crédito exerce uma ilusão monetária. A pessoa vai comprando, perde o controle de quanto está gastando e, como as parcelas cabem no orçamento naquele momento, acaba não percebendo o tamanho da dívida até a chegada da fatura”, afirma.

Conteúdo em Alta

Indústria do ES lidera crescimento no país em...
Interior concentra 96% dos novos empregos abertos no...
Intenção de consumo cresce 1,6% em maio, diz...
Endividamento no Espírito Santo atinge 89,5% em dezembro
4,5 mil pessoas saem do vermelho em março...
Dívida: confira prazos para quitar com até 100%...
Inadimplência recua pela 5ª vez no Espírito Santo;...
Café garante 66% dos novos empregos da agropecuária...
BC remove limite de R$ 500 para pagamentos...
Vendas do varejo recuam 3% em abril ante...

O economista destaca ainda que as altas taxas de juros do país agravam o problema. Segundo ele, os juros do cartão de crédito podem chegar a cerca de 400% ao ano, transformando pequenas dívidas em valores difíceis de serem quitados em pouco tempo.

Além disso, Ricardo Paixão ressalta que a falta de planejamento financeiro e de educação financeira também colaboram para o aumento das dívidas, o economista explica que muitas pessoas não acompanham os próprios gastos e acabam utilizando o dinheiro sem controle.

O economista Ricardo Paixão é presidente do Corecon-ES. Foto: Divulgação
O economista Ricardo Paixão é presidente do Corecon-ES. Foto: Divulgação

“Ter controle financeiro, entender os custos e acompanhar os gastos é muito importante. O brasileiro ainda carece dessa educação financeira, que passa pelo uso racional do dinheiro e pela compreensão de que cada centavo tem valor”, destaca.

Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), além do cartão de crédito, outros fatores também contribuem para o endividamento das famílias, independentemente da faixa de renda, tanto para quem recebe até 10 salários mínimos quanto para quem possui renda superior.

O financiamento da casa é a principal dívida para quem ganha acima de 10 salários mínimos (18,5%), seguido pelas parcelas da prestação do automóvel (9,6%). No caso de quem possui renda inferior aos 10 salários mínimos, o crédito pessoal é o vilão para 14,7% dessa população. 

 

Leia Mais

Porto de 500 mil m² reforça polo logístico...
Nova unidade de pescados mira 20 t diárias...
Império no varejo: Supermercados BH amplia presença no...
Procon-ES: confira o ranking das maiores queixas de...
Inadimplência recua no Espírito Santo pela 4ª vez
Veja prazos para negociar dívidas em Vitória e...
Educação financeira ganha destaque em semana nacional
ES está entre os 10 estados com maior...
Plano Safra 2026 está na reta final e...
Consumo em supermercados cresce 1,92% no 1º tri

Receba notícias exclusivas no seu WhatsApp

Contéudos especiais no seu email. Receba hoje!

- Continua após a publicidade -
- Publicidade -

EDIÇÃO DIGITAL

Edição 233

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade

MAIS ES BRASIL

- Publicidade -

Política e ECONOMIA

Matérias relacionadas

- Continua após a publicidade -