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Inadimplência recua no Espírito Santo pela 4ª vez

Inadimplência recua no ES e indica reorganização do orçamento; melhora é gradual e ainda convive com alto nível de endividamento

Por Letícia Arcanjo

A inadimplência no Espírito Santo segue em queda e já acumula quatro meses consecutivos de recuo. Em março, a taxa geral foi de 33,5%, uma redução de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior. No mesmo período, o nível de endividamento também caiu, chegando a 87,8%.

O movimento dá sequência ao resultado de fevereiro, quando mais de 10 mil capixabas saíram do vermelho e o índice de pessoas com contas em atraso chegou a 33,6%, queda de 0,3 ponto percentual na comparação à janeiro.

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As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo), com base na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Os dados indicam uma melhora gradual na organização financeira das famílias, movimento que tem sido impulsionado principalmente por renegociações de dívidas e ajustes no orçamento doméstico. Segundo o economista André Spalenza, esse cenário é comum no início do ano, quando há maior esforço para colocar as contas em dia.

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“Observamos um comportamento sazonal, no começo do ano, em que as famílias tendem a colocar as contas em dia, junto com um processo de reorganização financeira que tem contribuído para a queda da inadimplência”, explica.

Além do fator sazonal, o cenário de emprego também tem colaborado para esse resultado. De acordo com Spalenza, o Estado atingiu uma taxa de desemprego de 2,4%, uma das menores da série histórica. Com isso, há uma maior estabilidade de renda, o que auxilia no pagamento das dívidas. 

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No entanto, o coordenador ressalta que o movimento não representa necessariamente um ganho financeiro expressivo, mas sim uma reorganização.“Os dados mostram que enquanto algumas pessoas saem da inadimplência, outras entram. Então é um movimento que é dinâmico e quando ocorre o aumento de renda, isso contribui sim para queda da inadimplência”, ressalta.

A expectativa, segundo André Spalenza, é de continuidade desse cenário ao longo dos próximos meses, com estabilidade e pequenas melhorias. “Então não esperamos uma mudança brusca, mas sim uma manutenção do processo. Esse processo de inadimplência e de endividamento é gradual, então a tendência é que continuemos nesse mesmo patamar com leve melhoria”, afirma.

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