BH busca ganhos de escala e eficiência no Estado; confira os dados sobre o setor que mais emprega no Espírito Santo
Por Amanda Amaral
O setor de supermercados no Espírito Santo atravessa um momento estratégico com a ampliação da presença do grupo Supermercados BH, por meio da unificação com a DMA (EPA e Mineirão). Atualmente com mais de 400 lojas no Estado e em Minas Gerais, a unificação gera império de cerca de R$ 35 bilhões em vendas.
O acordo de integração foi assinado no final de abril, e inclui para além do Espírito Santo e Minas Gerais, expansão para a Bahia e Pernambuco. A iniciativa amplia para 600 as lojas do grupo, além de incluir centros de distribuição e postos de combustíveis.
O Supermercados BH já é a 4ª maior rede de supermercados do Brasil, segundo Ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), com um faturamento de 25,7 bilhões.
A empresa informou que o objetivo da iniciativa é potencializar ganhos de escala, aumentar a eficiência operacional e fortalecer a capacidade de atendimento ao consumidor. A conclusão da transação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). O grupo também afirmou que não faz projeções no momento, e se resguarda a confidencialidade do processo, exigida por lei.
Geração de empregos
O coordenador do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, destacou que o comércio e serviços respondem por cerca de 70% dos empregos no Espírito Santo; dentro desse universo, os supermercados representam expressivos 16,2% das ocupações.
Spalenza ressalta que, apesar dos números positivos, houve uma desaceleração no ritmo de contratações em comparação a anos anteriores. O pico ocorreu entre 2023 e 2024, com 1.137 novas vagas. No ano de 2025, o saldo de empregos foi positivo, mas com 366 novos postos.
Em sua análise, o especialista observa que, após anos de crescimento acelerado, o setor atingiu um nível de maturação. Há ainda a dificuldade em encontrar mão de obra qualificada, desafio que afeta diversos setores do comércio, segundo ele.
Embora empresas menores possam enfrentar desafios concorrenciais, a expansão de grandes players deve impulsionar a economia do setor no Estado, gerando mais empregos e movimentando o mercado consumidor, na visão de Spalenza.
Ambiente de negócios

Dados da Fecomércio-ES apontam ainda que o cenário econômico no Espírito Santo apresenta bons indicadores. O Varejo ampliado capixaba (que inclui o varejo e outros segmentos do Atacado ou “Atacarejo”), apresentou em fevereiro de 2026 crescimento de 1,7%, enquanto o Brasil e o Sudeste tiveram altas de 1,0% e de 0,6%, respectivamente.
A taxa de desemprego está em 2,4%, uma das menores do Brasil. Somado a isso, o acesso ao crédito cresceu 1,9% em abril, sustentando o poder de compra das famílias. “No mês passado, a intenção de consumo das famílias capixabas atingiu 111,2 pontos, superando as médias nacional e da região Sudeste”, comentou.

