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Trump mantém tarifa sobre o aço; ES busca novos mercados

Empresas no Estado desenham novas estratégias logísticas e comerciais para o aço

Por Amanda Amaral 

A Casa Branca informou, esta semana, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma proclamação alterando as tarifas sobre algumas importações de alumínio, cobre e aço – um dos pilares do desenvolvimento do Espírito Santo.  

Houve redução de tarifas, mas atrelada a benefícios que favorecem a cadeia produtiva norte-americana. A iniciativa permite que as empresas estrangeiras se qualifiquem para uma tarifa de 10% se “seus equipamentos de ⁠capital incluírem pelo menos ⁠85% de aço ou alumínio fundido e derramado ou fundido e moldado dos EUA por peso”.

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Há redução para certos equipamentos com alto teor metálico, com recompensa para maior uso de aço e alumínio produzidos nos EUA. A medida vale até dezembro de 2027. Somado a isso, as taxas aplicadas ao aço e ao alumínio em 2025 permaneceram em vigor para o Brasil.

Em abril de 2026, as exportações do Espírito Santo chegaram a US$ 943 milhões, com o minério liderando a pauta de exportação, com participação de 33%, segundo informe do Instituto Jones Santos Neves (IJSN). Em segundo lugar, com 156,3%, estão os produtos semimanufaturados de ferro e aço não ligado. 

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Com relação à pressão dos EUA sobre o aço brasileiro, o especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental do IJSN, Pablo Lira, cita a busca por outros mercados como alternativa para empresas localizadas no Estado como a Vale, Samarco e ArcelorMittal.

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Pablo Lira é especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental. Foto: divulgação <div class=”flourish-embed flourish-table” data-src=”visualisation/29269537″><script src=”https://public.flourish.studio/resources/embed.js”></script><noscript><img src=”https://public.flourish.studio/visualisation/29269537/thumbnail” width=”100%” alt=”table visualization” /></noscript></div>

“O que elas estão buscando, desde o ano passado, é redirecionar os fluxos da exportação desses produtos, no caso do aço, para outros mercados. Laços com a China, e países da Europa também, têm sido fortalecidos. Isso acaba mitigando possíveis impactos dessa tarifa exclusiva sobre o aço”, explicou.  Vale lembra que no recente anúncio dos EUA de tarifas de 25%, o ação não foi incluído. 

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