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Tarifa de 50% sobre aço e alumínio reflete em siderúrgica capixaba

Prevista para ser assinada nesta terça-feira (03), medida do governo Trump deve prejudicar exportações de aço da ArcelorMittal Tubarão

Por Kikina Sessa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve assinar nesta terça-feira (03) a ordem executiva que dobra as tarifas de exportações de aço e alumínio ao mercado americano, passando de 25% para 50% a partir desta quarta-feira (04). A medida preocupa o setor siderúrgico brasileiro e pegou as empresas de surpresa, afirmou ao Estadão o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Melo Lopes.

Os dois grandes exportadores de placas do Brasil são a ArcelorMittal Tubarão, na Serra (e a de Pecém, no Ceará) e a Ternium Brasil, do Rio de Janeiro. De material siderúrgico laminado, de alto valor agregado, a empresa que é mais afetada é a CSN. Outra exportadora é a Usiminas.

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“Lamentamos a escalada de uma guerra comercial que, mais uma vez, gera insegurança para as cadeias produtivas globais e penaliza parceiros tradicionais como o Brasil. O Espírito Santo, como exportador relevante de aço, pode ser impactado diretamente por esse tipo de decisão unilateral. Seguimos acompanhando com atenção os desdobramentos internacionais e mantendo diálogo com o setor produtivo local, reafirmando nosso compromisso com a estabilidade econômica, a segurança jurídica e a expansão das exportações capixabas”, comenta o secretário de Estado de Desenvolvimento, Sergio Vidigal. 

Na avaliação do presidente do Instituto Aço Brasil, o país continuará conduzindo negociações com as autoridades americanas, por meio dos ministérios de Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), em busca de um acordo que mantenha o regime de cotas de exportação firmado em 2018 com o próprio Trump. Até o momento de publicação dessa reportagem, o governo brasileiro não emitiu opinião sobre essa nova taxação de Trump. 

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“A nova disposição de aumentar para 50% aço e alumínio pelos EUA é negativa para as empresas brasileiras, salvo a Gerdau, que têm nos EUA mais ou menos 40% de seu Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês)”, afirma Pedro Galdi, analista de investimento da plataforma AGF, ao Estadão.

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