A indústria apresentou alta de 11,8%, no primeiro trimestre, impulsionada pela produção de gás, petróleo e minério
Amanda Amaral
Nos primeiros três meses do ano a economia capixaba cresceu 5,0%, muito acima do desempenho nacional de 11,8% no período. O avanço foi puxado pela indústria capixaba. Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado foram divulgados, na quarta-feira (03), pelo Instituto Jones Santos Neves (IJSN).
O PIB nominal no 1º trimestre do ano foi de R$ 63 bilhões. No acumulado em quatro trimestres, superou pela primeira vez a marca dos R$ 250 bilhões, com R$ 253,1 bilhões. “Encerramos o ano passado com o PIB do Espírito Santo crescendo 3,9%. O Brasil estava crescendo 2,3%. O ritmo do Estado está mais forte que o brasileiro”, comentou Pablo Lira, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental do IJSN.
Lira também destacou que o IJSN atualizou os dados econômicos do Estado com menos de uma semana de defasagem em relação aos dados nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Isso tornou o Espírito Santo o mais ágil do país no monitoramento da economia em 2026, o que é importante para os tomadores de decisão e investidores”, destacou.
Indústria
O setor de Serviços avançou 2,5% no trimestre, e a agropecuária teve queda de -2,6%. Já o setor industrial, no período, teve alta de 11,8%, puxada pela indústria extrativa. “Você tem um aumento na produção de petróleo de aproximadamente 36%, na de gás de 123%. Além disso, a Vale aumentou a produção em 35% e a Samarco em 18%, que está em retomada, ampliando a produção gradativamente”, disse o diretor-geral do IJSN, Antonio Rocha.

Ele destacou ainda o preço do petróleo, que disparou após o fechamento do Estreito de Ormuz, devido ao conflito entre Irã e EUA. “Houve esse aumento mais a partir de março, houve uma influência nos dados, mas eles serão mais notados no segundo semestre”, afirmou.
No primeiro trimestre de 2026, a economia capixaba cresceu em todas as bases de comparação. Só não houve crescimento na comparação com o trimestre imediatamente anterior, devido ao desempenho altamente elevado do quarto trimestre de 2025, segundo explicou Rocha.

