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Setor de rochas: metas para 2030 no ES exigem planos estratégicos

Segundo especialistas a meta depende de industrialização do produto, investimentos em infraestrutura e abertura de novos mercados

Por Letícia Arcanjo

O setor brasileiro de rochas naturais projeta ampliar as exportações de US$ 1,48 bilhão em 2025 para US$ 3 bilhões até 2030. A meta é considerada factível por representantes da indústria e especialistas, mas depende de avanços em agregação de valor, logística e diversificação de mercados internacionais.

De acordo com o economista e conselheiro do Corecon-ES, Vaner Corrêa, o crescimento não deve ocorrer apenas pelo aumento do volume exportado, mas principalmente pela maior industrialização do produto. Segundo ele, será necessário sustentar uma taxa média anual de expansão entre 12% e 15% para alcançar o objetivo até o fim da década.

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Isso exige consistência estratégica. Não se trata de um salto baseado em expansão primária, e sim em ganho de valor agregado e eficiência produtiva. O setor de rochas, especialmente no Espírito Santo, já opera com uma base industrial consolidada e forte inserção internacional”, afirma.

Em entrevista à ES Brasil, o presidente da Centrorochas, Tales Machado, destacou que uma das estratégias adotadas pelo setor tem sido a geração de demanda internacional por meio da aproximação com arquitetos, designers e especificadores, além da participação em feiras e ações conjuntas com entidades de outros países. “Todo esse trabalho que a gente tem feito não se fazia antes. E fazendo isso, aumentamos a demanda pelas rochas naturais”, ressalta.

Apesar do potencial de crescimento, o setor ainda enfrenta desafios estruturais. Entre eles estão os gargalos logísticos e de infraestrutura portuária no Espírito Santo, principal polo exportador do país, além do custo elevado de transporte e energia e da dependência de mercados externos.

Segundo o presidente, a expectativa é que novos investimentos em terminais com maior profundidade operacional, como o Imetame, contribuam para permitir o embarque em navios de grande porte e reduzir custos.

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O setor também defende a atualização da legislação sobre transporte portuário voltada às rochas ornamentais, com a autorização do uso de veículos de maior capacidade de carga, de até 74 toneladas. Além disso, visa a ampliação de incentivos regionais no sul do Estado, com o objetivo de estimular novos investimentos e fortalecer o arranjo produtivo local.

A avaliação, segundo Tales Machado, é de que melhorias logísticas e políticas de desenvolvimento possam aumentar a competitividade das exportações nos próximos anos.”Então com a somatória de todas essas ações, que dependem do governo, e as ações que temos realizado, acreditamos que o setor de rocha pode crescer muito”, afirma.

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