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terça-feira, 14 julho, 2020

Rua Dr. Cyro Lopes Pereira

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Ilhas e montanhas, berço que inspirou vida e ação de um grande homem.

A bordo da caravela “Glória”, Vasco Fernandes Coutinho – designado pelo rei de Portugal D. João III de Aviz para administrar uma das capitanias hereditárias das terras recém-descobertas – vislumbrou na linha do horizonte um rochedo que seria, num futuro cada vez mais próximo, marco da fé do povo capixaba com a construção, no seu ponto mais alto, do Convento da Penha. Era o dia 23 de maio de 1535, Domingo de Pentecostes, motivo da denominação de Espírito Santo para a capitania.

A visão do penhasco desde a nau com velas triangulares que se aproximava da enseada de Santa Maria, entre o Morro do Moreno e o Penhasco da Penha, marcava também o perfil do local onde nasceria e se desenvolveria a cidade de Vitória, com 40% de sua área constituída de morros e elevações. Tal condição geográfica é uma característica peculiar da nossa já agora Capital, assim como o fato de ter sido ela construída numa ilha, a exemplo de Florianópolis e São Luiz.

Com um salto no tempo de 483 anos, encontramos Vitória consolidada como metrópole, em pleno processo de desenvolvimento, a partir de núcleos de seu território se transformando de setores periféricos em áreas urbanas.

Maruípe, que citamos com destaque por razões que se justificam, era, em 1897, uma fazenda de criação de gado limítrofe com outra fazenda, Jucutuquara, ocupando uma área de 4,6 milhões de metros quadrados. Sucessivamente, foram seus proprietários o doutor Inácio Accioli de Vasconcelos (que chegou a ser indicado por D. Pedro I para governador da Província), o comerciante inglês Mr. Brian Borny e finalmente o cônsul da Alemanha Nicolau Von Schilgen, até ser vendida para o Estado, em 1920.

Nome originário da língua tupi, Maruípe significa “caminho dos mosquitos”. A região constitui-se em importante núcleo habitacional com 12 bairros onde foram instalados equipamentos institucionais de grande porte, hospitais, quartel de forças armadas, cemitério e o Parque Municipal Horto de Maruípe.  O bairro Operário constituiu parte do loteamento da extensa área então em fase de ampla ocupação de moradias.

O registro sucinto de uma fase da nossa História passa por 1934. Naquele ano, no dia 20 de junho, nascia Cyro Lopes Pereira, personalidade que inspira este registro. Filho do casal Euclides Pereira e Guaraciaba Pereira, nosso personagem concluiu seus estudos médio e fundamental em escolas do bairro, antes de se formar em 1961 em Odontologia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Em sua carreira, prestou serviços profissionais, na qualidade de contratado, à Prefeitura Municipal de Vitória, além de manter consultório para atendimento à população.

Dois de seus irmãos, Claudionor Lopes Pereira e Sílvio Lopes Pereira, foram vereadores na Câmara do município durante mais de 30 anos, contando sempre com a colaboração interessada de Cyro, que cursava, na ocasião, a Faculdade de Direito, em Colatina.

Uma tragédia o atingiu exatamente no dia do aniversário de sua esposa, Maria de Lourdes, em 12 de julho de 1976. Cursava o último ano de Direito e exercia as funções de assessor parlamentar do Legislativo da capital, depois de ter sido diretor-geral da Secretaria da Câmara, quando sofreu acidente fatal na Avenida Nossa Senhora dos Navegantes. Chovia copiosamente, com as pistas de rolamento inundadas. O carro que dirigia sofreu o fenômeno da aquaplanagem e, desgovernado, projetou-se sobre a divisória de concreto conhecida como gelo-baiano.

O depoimento do doutor José Maria Ramos Gagno aponta o acidente como inevitável nas circunstâncias, enlutando a família e os capixabas que admiravam o trabalho de Cyro em benefício da cidade e de sua gente. A edilidade de Vitória honrou a memória de seu filho ilustre, dando seu nome a importante rua de Jardim da Penha, com 520 domicílios, a maioria edifícios de apartamentos residenciais.


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