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Riqueza natural: geodiversidade impulsiona rochas do ES

Grande variedade de materiais atende à demanda do mercado internacional e transforma o país no maior fornecedor de quartzitos

Por Amanda Amaral 

Enquanto muitos países possuem catálogos restritos, o território brasileiro oferece mais 1.200 tipos de rochas naturais diferentes, segundo a Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas). O Espírito Santo – maior exportador do produto no Brasil, vende quartzitos exóticos com qualidade e valor superiores aos granitos convencionais. 

Para Tales Machado, presidente da Centrorochas, um dos grandes diferenciais competitivos do Brasil no exterior é a sua geodiversidade. “Hoje, existem muitos arquitetos trabalhando com rochas, buscando criatividade. Por isso, temos uma parceria muito grande com as entidades americanas, elas têm total interesse na matéria-prima brasileira” disse.

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O mercado americano é o que mais compra o produto manufaturado (chapas polidas), que possui maior valor agregado, respondendo por quase a totalidade das exportações brasileiras em 2025 (US$ 795 milhões), segundo dados da Coimex Stat. Do recorde de faturamento em 2025, US$ 1,48 bilhão, o Espírito Santo teve participação de 78,5% nas exportações brasileiras, ditando o padrão de qualidade e acabamento aceito pelos EUA. 


No ano passado, devido a isenção da tarifa dos EUA para o quartzito – material nobre, de alta dureza e com extração e industrialização mais caras,  apresentou market share de 56,5% dentre os tipos de pedras exportadas pelo Brasil. De acordo a Centrochas, o Brasil é quase o fornecedor exclusivo global desse material, produzido principalmente no Ceará.  O Espírito Santo se destaca pela qualidade do mármore e granito. 

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A China, segundo país para o qual o Brasil mais exporta (US$ 260 milhões), é o que mais consome matérias-primas (blocos), representando US$ 250 milhões do faturamento do setor em 2025, conforme dados da Coimex Stat de 2025.  Nas exportações totais, o terceiro lugar é ocupado pela Itália (US$ 118 milhões), que também é consumidor de blocos de rochas brasileiros, gerando, no período, faturamento de US$ 95 milhões neste quesito. 

O superintendente da Centrorochas, Giovanni Francischetto, explica que a China, por exemplo, se destaca pela produção de materiais como mármores e granitos de pouca variedade, mas com preços extremamente competitivos que atendem a grandes obras de revestimento no mercado asiático, beneficiada por sua localização geográfica estratégica. 

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ES Brasil  (3)
Tales Machado é presidente da Centrorochas. Foto: divulgação

A Itália, por sua vez, é o país mais tradicional do setor e funciona como um hub mundial. “Devido ao fato de estarem mais limitados a materiais clássicos como o mármore de carrara, o calacatta e o travertino romano, os italianos importam rochas do mundo inteiro para complementarem seu portfólio, inclusive do Brasil”, afirmou Francischetto. 

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