China lidera a compra de blocos brutos e garante reação das exportações capixabas
Por Amanda Amaral
As exportações de rochas brutas pelo Brasil apresentaram alta de 35,8%, alcançando US$ 124,3 milhões no 1º quadrimestre do ano. Somente no mês de abril, as exportações de rochas brutas (blocos de pedras) foram ampliadas em 77,7% na comparação anual.
As informações são da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas). O setor observou que, no acumulado até abril, as exportações de rochas manufaturadas (chapas com maior valor agregado) somaram US$ 304,1 milhões, com queda de 17,7% frente ao mesmo período de 2025.
Os dados mostram que os Estados Unidos continuam como o maior comprador das rochas brasileiras, com 48,5% de participação, mesmo com queda de 21,5% por conta das tarifas impostas pelo próprio país a produtos como mármore e granito.
Devido a isso, as compras das rochas manufaturadas também tiveram queda de 21,5% no período, mas nesse quesito os norte-americanos também foram os maiores compradores do Brasil, respondendo por 69% das exportações.
China
Contudo, a participação da China nas exportações totais do Brasil cresceu 54,5% nos primeiros quatro meses. Os chineses foram responsáveis por 23,4% do que foi exportado pelo País no período, alcançando US$ 100,4 milhões.
Apenas com relação as rochas brutas, a China respondeu por 76,7% das compras brasileiras, com relevante alta de 57,6%. Para a Centrorochas, esse movimento foi impulsionado, principalmente, pela demanda chinesa por blocos naturais destinados ao beneficiamento local.

“Os números mostram um setor ainda pressionado pela retração das vendas industrializadas aos Estados Unidos, mas abril trouxe sinais importantes de reação, especialmente com o avanço das exportações de blocos para a China e outros mercados estratégicos”, avalia o presidente da Centrorochas, Tales Machado.
A Centrorochas destacou que houve alta de 40,4% nas exportações totais do Brasil em abril, o que amenizou o impacto do primeiro trimestre (-21,2%), ainda pressionado pela queda nas vendas aos Estados Unidos e pelo cenário global devido aos conflitos no Oriente Médio. Sem desconsiderar seu maior comprador – EUA, o setor busca ampliar presença internacional.

