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terça-feira, 24 maio, 2022

O planejamento na era da gestão ágil

Toda empresa precisa definir um lugar, quando pretende chegar “lá”!

“Se você não sabe para onde ir, qualquer caminho serve”. A frase do gato no conto Alice no País das Maravilhas não poderia ser mais adequada ao mundo empresarial.

Toda empresa que pretenda chegar a algum lugar precisa definir esse lugar e estabelecer como chegar lá. Do contrário, será simplesmente levada pela onda do mercado, podendo ir menos ou mais longe em função da sorte.

Estabelecer onde se quer chegar e como chegar nada mais é do que Estratégia. As empresas definem um objetivo, coerente com o seu propósito, alocam recursos, estabelecem processos, certificam-se de que os riscos são aceitáveis e de que a organização possui as pessoas certas e apontam metas a serem atingidas e que indicarão se o objetivo está sendo alcançado.

As empresas normalmente focam nessa atividade uma vez ao ano, quando escrevem o seu planejamento estratégico e estabelecem o orçamento para o exercício seguinte.

Ocorre que o ambiente competitivo está cada vez mais volátil e mudanças profundas acontecem uma velocidade incompatível com as tradicionais formas de planejamento.

Um caminho possível é integrar o pensamento estratégico à rotina do negócio, introduzindo uma filosofia de experimentação que possibilite reagir rápido não só às mudanças no mercado, mas às próprias respostas dele às iniciativas da empresa.

Uma ferramenta muito útil é o uso dos OKR, acrônimo para objetives and key results (objetivos e resultados-chave). Trata-se de um sistema de definição e gestão de metas. Os objetivos são a descrição qualitativa do que se deseja alcançar.

Os resultados-chave são um conjunto de indicadores quantitativos e mensuráveis que medem o progresso da organização em direção ao objetivo.

Para implantar uma estratégia baseada em OKR, primeiramente é preciso revisitar o propósito da empresa, o seu sonho grande.

O segundo passo é definir e priorizar intenções estratégicas que estejam alinhadas com esse propósito e com os cenários nos quais a empresa está inserida.

Para suas intenções estratégicas, crie objetivos e, para cada objetivo, estabeleça dois a cinco resultados-chave que indiquem se a empresa está alcançando o objetivo.

Estabeleça esse método em ciclos curtos, de três a seis meses, e estabeleça novos OKRs para cada ciclo.

OKR dão maior transparência às intenções da empresa, engajam colaboradores e criam uma cultura de “pensar” estratégico permanente na organização.


 

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Como o Google,Bono Vox e a Fundação Gates sacudiram
o mundo com OKRs

John Doerr

No dia-a-dia empresarial tudo parece ser importante e urgente. Mas o que realmente é prioritário? O que efetivamente leva a empresa em direção aos seus objetivos estratégicos? Esse é o ponto central da obra de John Doerr.

Para o autor, a resposta está nos OKRs, metodologia que se notabilizou por ser aplicada por empresas como Intel e Google.

Doerr indica que os OKRs têm quatro superpoderes: (i) foco e comprometimento com as prioridades; (ii) alinhamento e conexão em prol do trabalho em equipe; (iii) reforço da responsabilidade; e (iv) incentivo para ir muito além da zona de conforto.

John Doerr é um dos mais famosos capitalistas de risco dos Estados Unidos. Ele apoiou empresas como Google e Amazon em seus primeiros passos, e colaborou com o governo americano na elaboração de estratégias para a recuperação da crise de 2008.

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