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segunda-feira, 4 julho, 2022

Transformação digital é questão de cultura

Coluna Gestão e Governança de Adriano Salvi
Foto: Divulgação

É impossível pensar em mudanças profundas sem que o sistema de crenças da empresa esteja aberto à flexibilidade, à criatividade, à ruptura e ao pensamento de longo prazo

Por Adriano Salvi

As empresas precisam urgentemente avançar na digitalização, não só para crescer, mas para sobreviver em um ambiente em que novas tecnologias surgem a velocidades jamais vistas e modelos de negócios são constantemente suplantados. Entretanto, mais do que transformação digital, o que as empresas precisam é de transformação cultural. Os negócios que ainda não enfrentaram o desafio da transformação digital precisam compreender que as regras fundamentais e as premissas que os norteavam não se sustentam mais.

A única certeza que se tem é a da necessidade de mudar rápido, mas mudar o que? Em que? De que maneira? E como fica tudo aquilo em que acreditamos? E o jeito como sempre fizemos as coisas?

Cesar Souza, autor do livro “Seja o líder que o momento exige”, alerta que, quanto mais sofisticada a tecnologia, maior a necessidade do contato humano. As empresas que se sairão melhor serão aquelas que encontrarem o ponto de convergência ideal entre o humano e a tecnologia.

A tecnologia é só um dos pilares da transformação digital e talvez seja o mais simples deles. Para se atingir um nível mais profundo de mudança, a cultura organizacional é um pilar muito mais importante.

O sucesso do Uber não decorre apenas do seu algoritmo de otimização de rotas, nem da facilidade do usuário em utilizar o aplicativo através do seu smartphone, mas sim, do foco da empresa em resolver um problema da sociedade, que almeja melhores serviços de transporte urbano. Estar atento a essa demanda e empreender esforços para atendê-la não é uma questão de tecnologia, mas de cultura.

As empresas de taxis já consolidadas nunca se atentaram para esse aspecto. Provavelmente estavam focadas em como melhorar os preços por quilômetro rodado, como alcançar maior eficiência operacional ou até como melhorar o conforto do passageiro sem comprometer as margens.

A raiz da inovação está na cultura. É impossível pensar em mudanças profundas sem que o sistema de crenças da empresa esteja aberto à flexibilidade, à criatividade, à ruptura e ao pensamento de longo prazo. Será que a cultura da sua organização está alinhada ao novo tempo?


 

O Novo Código da Cultura:
Vida ou Morte na Era Exponencial

Sandro Magaldi e José Salibi Neto

Dos autores de Gestão do Amanhã, o livro apresenta um guia para auxiliar empreendedores e gestores a implementar as mudanças culturais necessárias a nesse novo modelo de gerir negócios. Os autores salientam que a inovação depende da transformação do sistema de crenças da empresa que, por sua vez, requer a transformação da cultura da organização.

“A maioria das organizações que morreram recentemente não falharam apenas por fazer as coisas erradas; elas falharam, principalmente, por fazer a mesma coisa certa durante muito tempo.”
A despeito da velocidade das mudanças no ambiente, inovação e transformação cultural são um trabalho de longo prazo.

A obra passa pelos elementos formadores da cultura (artefatos, normas e crenças), por diversos tipos de culturas e seus diferentes focos (acolhimento, propósito, aprendizado, prazer, resultados, autoridade, segurança e ordem) e desenvolve um guia para a transformação cultural, apoiada em cinco elementos (tempo, sistema de reconhecimento, liderança, prática e comunicação).

É uma obra indicada não só para empreendedores, mas para líderes de empresas consolidadas que desejam saber como agir na era exponencial.

Adriano Salvi é conselheiro de administração certificado pelo IBCG, professor convidado da Fundação Dom Cabral e sócio da Vix Partners Consultoria e Participações e da UTZ Soluções para Empresas Familiares

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