Especialista da ABRH-ES explica por que cuidar da mente é estratégia — e não luxo — numa liderança para resultados consistentes
A saúde mental nas empresas não é mais um gesto de bem-estar opcional, mas sobrevivência estratégica. Num cenário corporativo cada vez mais dinâmico e cada vez mais assertivo em resultados, os líderes precisam elevar a performance do time, garantindo o bem-estar no trabalho.

Mirella Leão, voluntária da diretoria de conteúdo da ABRH-ES, reforça que Inteligência Positiva é a melhor aliada neste momento. Afinal, não é uma técnica de autoajuda — é neurociência a serviço da liderança.
Abaixo, ela destaca três aprendizados do episódio mais recente do ABRH Cast, que recebeu a especialista em Inteligência “Humorcional” Mariana com Y para falar sobre o tema.
1 – Felicidade não é luxo
O primeiro ponto levantado no episódio derruba um mito comum: felicidade não é consequência do sucesso — ela é ferramenta de performance. “A felicidade precisa ser tratada como um KPI de produtividade”, destaca Mirella.
Segundo a colaboradora, a lição dada por Mariana é: “se o colaborador está com a mente no excesso de futuro vira ansiedade. No excesso de passado, vira tristeza. O papel da liderança é ajudar o time a ancorar-se no presente”, explica. A metodologia Happy Thinking sugere ações práticas e imediatas — como pausas prazerosas ou práticas de gratidão — para treinar o cérebro a voltar para o agora.
2 – O líder precisa estar inteiro
Outro pilar destacado é a autoliderança. Afinal, antes de gerir pessoas, é preciso gerir a si mesmo. “A Mary é categórica: você não consegue cuidar de ninguém se não cuidar de si. O líder que não está inteiro ou se cuidando, irá transbordar o quê?”, destaca Mirella.
Mais do que discurso, trata-se de prática diária — hábito e disciplina mental.
Para ela, a lógica é simples: o CPF vem antes do CNPJ.
“A primeira reunião do dia deve ser com você. Acorde, cuide-se, se abasteça, e só depois dedique-se aos outros. Essa consciência transforma a exaustão em energia sustentável.”
3 – Não carregue a carga dos outros
Sabendo que, para contribuir com o time, é preciso estar bem em primeiro lugar, a conversa também abordou um tema essencial: autorresponsabilidade emocional. O líder do futuro não é quem tenta resolver tudo — é quem sabe separar o que é dele e o que não é.
Segundo ela, essa consciência evita exaustão, relações tóxicas e ciclos de alta rotatividade emocional. “Quando algo inesperado acontece ou você se sente atingido, pergunte: “O que eu posso fazer para resolver ou mudar a minha percepção sobre isso?” Se a resposta for “nada”, descarte o peso emocional e redirecione sua energia. (Com informações da ABRH-ES)

