O Iate Clube do Espírito Santo celebra trajetória marcada pela tradição náutica, investimentos em sustentabilidade e projetos sociais voltados à comunidade
Por Thamiris Guidoni
Em entrevista à ES Brasil, o comodoro do Iate Clube do Espírito Santo, Fabiano Pereira, afirmou que a principal transformação da instituição ao longo das décadas foi a mudança de postura diante da sociedade.
“A evolução mais significativa do Iate Clube do Espírito Santo ao longo de oito décadas reflete uma transição profunda: de um clube privado voltado exclusivamente ao lazer das elites para uma instituição com responsabilidade social, ambiental e comunitária integrada à sua identidade institucional”, destacou.
Segundo Fabiano, essa mudança também alterou a relação do clube com os associados. Projetos como o “Vela para Todos”, que leva atividades náuticas a crianças de famílias de baixa renda, além do crescimento da participação feminina e da renovação da base de sócios, ajudam a traduzir essa nova fase.
“O clube hoje reconhece que cada geração é guardiã passageira de um legado que transcende seus membros”, afirmou.
Ao longo de sua trajetória, o Iate acumulou marcos importantes. Um dos episódios mais emblemáticos aconteceu em 1992, quando um marlim azul de 636 quilos, apontado à época como o maior já pescado no mundo, entrou para a história do clube e do esporte.
Nos últimos anos, porém, a atuação da instituição passou a incorporar também pautas ligadas à sustentabilidade e ao impacto social. Entre as iniciativas implementadas estão o uso de energia 100% renovável, ação que resultou na redução de 25 toneladas de CO₂, além da implantação de uma estação de tratamento de água.
Na área estrutural, a construção da Marina Norte aparece como um dos principais investimentos em andamento. O projeto prevê novos berços para embarcações e melhorias voltadas à modernização do espaço. Outro destaque é o Iatinho, novo ambiente de lazer destinado aos associados.
Fabiano afirma que a atual gestão trabalha para consolidar um clube preparado para o futuro sem romper com sua essência histórica.
“Queremos deixar para as próximas gerações um Iate Clube que seja, simultaneamente, guardião da tradição e agente de transformação. Não é apenas sobre o que construímos. É sobre o que plantamos para que floresça depois que nos formos”, concluiu.

