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Portos como vetor estratégico do desenvolvimento nacional

Portos como vetor estratégico do desenvolvimento nacional

Desde 2023, o Ministério de Portos e Aeroportos conduz uma nova etapa de modernização do setor, com foco na previsibilidade regulatória e na separação clara de papéis

Por Alex Ávila

Falar de portos é tratar da espinha dorsal da logística brasileira. Cerca de 95% do comércio exterior do país passa pelos portos, que operam de forma integrada às hidrovias, ferrovias e rodovias. Não se trata de estruturas isoladas, mas de um sistema multimodal essencial para a competitividade do Brasil.

Esse ambiente de integração e planejamento tem produzido resultados concretos. Em 2025, os portos brasileiros movimentaram 1,4 bilhão de toneladas, recorde histórico e crescimento de 6,1% em relação ao ano anterior. Nos últimos 15 anos, a movimentação avançou 67%, saltando de 840 milhões para o atual patamar. O desempenho reflete a força do agronegócio, do setor mineral e energético, além da crescente eficiência da infraestrutura logística nacional.

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Desde 2023, o Ministério de Portos e Aeroportos conduz uma nova etapa de modernização do setor, com foco na previsibilidade regulatória e na separação clara de papéis: o Estado planeja, regula e estrutura projetos; a iniciativa privada investe e opera sob marcos estáveis. Em três anos, foram realizados 26 leilões, contratando R$ 15,45 bilhões em investimentos, volume quase três vezes superior ao registrado na década anterior.

Destaca-se também a inovação representada pela concessão dos canais de acesso aos portos públicos, modelo que assegura investimentos permanentes na infraestrutura aquaviária, eleva a segurança da navegação e amplia a capacidade operacional do sistema. Para 2026, estão previstos novos leilões, incluindo o Tecon Santos 10, que consolidará o Porto de Santos como principal hub da América Latina.

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Paralelamente, o setor avança na agenda de sustentabilidade. O lançamento do Programa Nacional de Descarbonização de Portos e do Programa Nacional de Descarbonização da Navegação, durante a COP30, estruturou uma política pública voltada à transição energética, à redução de emissões e à modernização sustentável das operações.

A evolução regulatória dos últimos anos demonstra que é possível alinhar planejamento público, investimento privado e responsabilidade ambiental. O resultado é um sistema portuário mais competitivo, eficiente e preparado para sustentar o crescimento econômico do Brasil nas próximas décadas.

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Alex Ávila é secretário nacional de Portos

Esse artigo foi publicado originalmente na Edição 232 da Revista ES Brasil — Portos: O Poder da Logística, de março de 2026. Clique neste link para conferir a edição completa.

 

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