A Cop 30 é o momento de transformar compromissos em ações concretas
Por Renato Casagrande
O Espírito Santo tem se consolidado na agenda ESG com ações concretas e inovadoras no enfrentamento das mudanças climáticas e se tornado um farol para os demais Estados. Tratamos o tema com a seriedade merecida, canalizando esforços e investindo em obras para mitigar as mudanças climáticas, nos tornando referência no país.
O Programa Capixaba de Mudanças Climáticas (PCMC) organiza mais de 70 ações para adaptação e descarbonização do Espírito Santo, com orçamento superior a R$ 3 bilhões até 2026. Com o Plano Estadual de Descarbonização, perseguimos a meta de zerar as emissões até 2050, criando padrões ambientais claros e metas verificáveis.
Além de mitigar emissões, preparamos o estado para enfrentar eventos extremos. O Plano Estadual de Adaptação, a ser concluído até a Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (COP 30), que será realizada em Belém, no Pará, fortalece a resiliência de nossas cidades, infraestrutura e ecossistemas. Apoiado nesses pilares, o Fundo Estadual de Descarbonização já nasce com R$ 500 milhões do Tesouro do Governo do Estado para financiar projetos de energia limpa, inovação e obras sustentáveis. E o fundo é aberto, podendo receber recursos de outros fundos, bancos, investidores e até de empresas de capital aberto.
Atuação regional também é fundamental. Com o Programa Cidades Resilientes e o Fundo Cidades, apoiamos municípios no planejamento e financiamento de ações de adaptação, contenção de encostas e macrodrenagem, contando com mais de R$ 1 bilhão previstos até 2026. Paralelamente, o Programa Reflorestar incentiva a recuperação florestal e gera renda a pequenos produtores, sendo modelo nacional de Pagamento por Serviços Ambientais.
Destacam-se ainda: o Plano Estadual de Resíduos Sólidos; o GERAR, que fomenta energias renováveis e placas solares em prédios públicos; o Selo Descarboniza-ES, que prepara empresas para o mercado de carbono; infraestrutura de transportes com ônibus elétricos; além de uma série de políticas de compras públicas sustentáveis, logística reversa, mobilidade urbana e incentivo à agricultura de baixa emissão de carbono.
Destinamos mais de R$ 626 milhões já previstos no Orçamento Climático para 2025, criando mecanismos robustos de acompanhamento e transparência. Reativamos fóruns de participação social e lideramos o Consórcio Brasil Verde, que conta com 15 estados para debaterem juntos a pauta climática.
O estado alcançou o 1º lugar no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 13 (ODS 13 – Ação Climática) e 3º lugar em desempenho ambiental no ranking ESG nacional.
Às vésperas da COP 30, reforço que este precisa ser o encontro da efetividade: onde compromissos se transformem em investimentos reais e ações concretas. O Espírito Santo seguirá liderando e cooperando, mostrando que é possível crescer, inovar e combater mudanças climáticas com justiça social e responsabilidade.
Faço um convite para que governos, empresas e sociedade civil avancem conosco, transformando o pacto verde nacional em legado para todos os brasileiros.
Renato Casagrande é governador do Espírito Santo.
*Artigo publicado orginalmente na revista ES Brasil nº 227, de junho de 2025. Leia a edição completa do Anuário Verde aqui.

