
Organização Mundial da Saúde, o controle efetivo da hipertensão pode reduzir significativamente o risco de eventos cardiovasculares
Por Marcelo Rodrigues Crespo
A hipertensão arterial é uma condição silenciosa, mas que impacta milhões de brasileiros e exige atenção constante. Muitas vezes assintomática, ela está entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral, além de estar associada a complicações renais e outras condições crônicas. Dados do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde mostram que uma parcela significativa da população convive com a pressão alta sem diagnóstico ou controle adequado, o que torna a prevenção ainda mais relevante.
Ao longo da minha atuação na área da saúde suplementar, percebi que o enfrentamento da hipertensão passa, antes de tudo, pela mudança de comportamento. Alimentação equilibrada, redução do consumo de sal, prática regular de atividade física e controle do estresse são medidas amplamente recomendadas por entidades como a Organização Pan-Americana da Saúde. Esses hábitos, quando incorporados à rotina, contribuem para manter os níveis de pressão sob controle e promovem ganhos importantes em qualidade de vida.
No entanto, é importante destacar que adotar hábitos saudáveis não substitui o acompanhamento contínuo. A aferição regular da pressão arterial e o acompanhamento com profissionais de saúde são fundamentais para o diagnóstico precoce e para a definição do tratamento adequado. Segundo diretrizes da própria Organização Mundial da Saúde, o controle efetivo da hipertensão pode reduzir significativamente o risco de eventos cardiovasculares, reforçando a importância de um cuidado estruturado e permanente.
Acredito que as operadoras de saúde têm um papel relevante ao facilitar o acesso à informação, estimular práticas preventivas e oferecer acompanhamento integrado aos clientes. Investir em programas de promoção da saúde e prevenção de doenças é uma estratégia que impacta diretamente na redução de complicações e na construção de uma relação mais consciente com o próprio cuidado.
A hipertensão não deve ser encarada apenas como um diagnóstico, mas como um alerta para mudanças que podem fazer diferença ao longo de toda a vida. Quando falamos em prevenção, estamos falando de escolhas diárias, de atenção aos sinais do corpo e, principalmente, de compromisso com a própria saúde.
Marcelo Rodrigues Crespo é cardiologista e diretor de mercado da Unimed Sul Capixaba

