Congresso em Vitória reúne mulheres da segurança pública para debater liderança, equidade de gênero, direitos humanos e desafios nas forças policiais
Por Letícia Arcanjo
O Espírito Santo sediou o 1º Congresso Estadual de Mulheres na Segurança Pública. O evento reuniu representantes de diferentes instituições e discutiu a atuação feminina no setor e os desafios para ampliação da equidade de gênero nas forças de segurança.
A programação, realizada nos dias 18 e 19 de junho, no auditório do Sebrae, em Vitória, abordou temas como liderança feminina, direitos humanos, saúde mental, violência contra a mulher, atuação em forças especializadas, socioeducação e a participação das mulheres na segurança municipal e no movimento sindical.
“A presença feminina é cada vez maior em nossas forças de segurança pública, inclusive em cargos de gestão. A programação do nosso Congresso é ampla e abrange diferentes dimensões do nosso trabalho, da qualificação profissional à saúde mental, passando também por questões como a violência doméstica, que atinge inclusive agentes do Estado”, destaca a idealizadora do congresso e policial penal, Graciele Sonegheti.
Na abertura do evento, realizada na quinta-feira (18), a proposta foi refletir sobre o protagonismo feminino e a contribuição das mulheres para a segurança pública. Após a cerimônia, foram realizadas palestras sobre a presença feminina nas forças de segurança e os avanços e desafios na carreira.
Entre os destaques da programação esteve a palestra da secretária de Estado das Mulheres, Fabiana Malheiros que abordou o tema “Do acolhimento à estratégia: a mulher como agente de transformação nas forças de segurança”. Também foram debatidos os avanços da participação feminina nas corporações e os desafios ainda enfrentados na ocupação de espaços de liderança.
Já na sexta-feira (19), a programação contou com palestras sobre equidade de gênero no Corpo de Bombeiros, capacitação profissional como ferramenta de liderança e direitos humanos dentro das instituições policiais. Também foram debatidas a atuação feminina em forças especializadas e a evolução da presença das mulheres nas carreiras da segurança pública ao longo das últimas décadas.
Além disso, temas como o enfrentamento à violência doméstica e familiar e o combate ao tráfico internacional de mulheres para exploração sexual também integraram os debates, com destaque para a importância da atuação integrada entre instituições e redes de apoio.

