Investigação aponta esquema criminoso com cobrança de propina de facções, venda de drogas apreendidas e ocultação de dinheiro ilícito
Por Amanda Amaral
Foram deflagradas três operações policiais para investigar esquemas criminosos envolvendo policiais militares do Espírito Santo. As ações ocorreram em Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra, e seis pessoas foram presas.
As ações foram coordenadas pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), em conjunto com a Corregedoria da Polícia Militar do Espírito Santo. A Operação Argos, Operação Iris e Operação Lúmen foram realizadas quarta-feira (30), 22 indivíduos estão sendo investigados, sendo 15 policiais militares e 7 pessoas físicas.
As evidências, segundo o MPES, indicam esquema de propina por policiais militares em troca de proteção e favorecimento a membros de facções criminosas, comercialização de drogas desviadas de traficantes em apreensões policiais e o uso de terceiros para ocultar a origem de dinheiro/propriedades ilícitos. As investigações seguem sob sigilo judicial.
O objetivo das operações, de acordo com o MPES, foi interromper o esquema criminoso, preservar elementos de prova e viabilizar a responsabilização penal e patrimonial dos envolvidos. Além dos seis mandados de prisão, foram cumpridos mandatos de mensagem – comunicação oficial sobre medida judicial restritiva a liberdade de um indivíduo, sem que esta seja uma prisão definitiva.
Também foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, 15 de afastamento cautelar da função pública, além de indisponibilidade de bens e medidas correlatas. Os mandados foram deferidos pelos Juízos da Auditoria Militar e da 2ª Vara Criminal de Vitória. A todo, participaram das diligências 10 Promotores de Justiça e aproximadamente 120 Policiais Militares do serviço correcional e da Assessoria Militar do Ministério Público.

