Coleção Exploradores Digitais, da Microkids, foi aprovada no PNLD Digital e poderá ser adotada por escolas públicas de todo o país
Por Nathanael Rodor
Uma empresa fundada no Espírito Santo conquistou espaço em uma das principais políticas públicas da educação brasileira. A Microkids Tecnologia Educacional teve a coleção Exploradores Digitais aprovada pelo Ministério da Educação (MEC) para integrar o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD Digital), iniciativa que seleciona conteúdos pedagógicos aptos a serem adotados pelas redes públicas de ensino em todo o país. A aprovação marca a entrada de uma solução desenvolvida no Estado em um programa estratégico para a implementação da educação digital nas escolas brasileiras.
A inclusão da educação digital no PNLD acompanha as mudanças promovidas pelo MEC para incorporar competências como pensamento computacional, programação, cultura digital e uso ético da tecnologia ao currículo escolar, em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Nesse contexto, as coleções passam por uma avaliação rigorosa, que considera critérios pedagógicos, metodológicos e técnicos antes de serem habilitadas para uso pelas redes de ensino.

Fundada há 30 anos no Espírito Santo, a Microkids é uma das pioneiras no desenvolvimento de conteúdos voltados à educação tecnológica infantil. Segundo a fundadora da empresa, Lisalba Camargo, a aprovação representa o reconhecimento da qualidade pedagógica de um trabalho construído ao longo de décadas. “Para nós, é a confirmação de que nossa proposta está alinhada às necessidades da educação brasileira e pronta para apoiar escolas públicas em todo o país. Para o Espírito Santo, é motivo de orgulho ver uma empresa capixaba contribuir nacionalmente para a implementação da Educação Digital e da BNCC Computação”, afirma.
De acordo com Lisalba, o material é resultado de décadas de experiência em sala de aula, pesquisa contínua e atualização pedagógica. A coleção foi estruturada para atender integralmente às exigências do edital do PNLD e passou por um processo interno de revisão pedagógica, técnica e editorial antes de chegar à avaliação do MEC. Um dos diferenciais apontados pela empresária é a metodologia ETC (Educação, Tecnologia e Construção), baseada em aprendizagem ativa, cultura maker, projetos integrados e resolução de problemas reais.
A proposta também busca tornar a educação digital acessível a diferentes contextos escolares. O material foi desenvolvido para funcionar mesmo em escolas sem laboratório de informática e inclui um conjunto de orientações, planejamentos, atividades e recursos digitais voltados ao apoio dos professores. Segundo Lisalba, o objetivo é garantir que educadores, mesmo sem formação técnica específica em tecnologia, possam conduzir as aulas com segurança e intencionalidade pedagógica. A coleção aborda temas como inteligência artificial, pensamento computacional e cidadania digital de forma progressiva e adequada a cada faixa etária, incentivando o uso responsável e crítico das tecnologias.
Para a fundadora da Microkids, a educação digital deixou de ser um diferencial opcional e passou a ser uma necessidade. “Vivemos em uma sociedade hiperconectada e a escola tem o papel de preparar os jovens para serem criadores e pensadores críticos, e não apenas consumidores passivos de tecnologia”, diz. A aprovação no PNLD Digital, além de ampliar a presença da empresa nas redes públicas de ensino, reforça o protagonismo do Espírito Santo no desenvolvimento de soluções educacionais capazes de alcançar estudantes de diferentes regiões do país.
A Microkids está concorrendo em duas categorias do Prêmio Top Educação, pesquisa de voto popular que revela as marcas mais lembradas do setor educacional, reconhecendo empresas que fazem a diferença na educação brasileira. Neste ano, a edição prestará homenagens aos grandes nomes da educação nacional, culminando em uma edição especial impressa e digital em outubro. Você pode votar por meio deste link.


