Black Friday estimula compra de produtos após a queda de preços de televisores, fogão, ar-condicionado e computadores
Por Amanda Amaral
Boa notícia para a Black Friday. Um levantamento aponta que diversos produtos da linha de eletroeletrônicos reduziram de preço no Espírito Santo em outubro, mês que antecede as promoções da campanha. Com isso, a expectativa do comércio é que os capixabas se planejem melhor para ter acesso a mais produtos em novembro.
Entre os produtos que apresentaram deflação em outubro estão: televisores (-1,77%), som (-1,87%), fogão (-1,49%), ar-condicionado (-2,05%) e computadores pessoais (-2,02%). Esses itens também tiveram queda no percentual do acumulado do ano. Só em novembro, a expectativa é de que o varejo capixaba movimente R$ 9,1 bilhões em faturamento, um dos meses mais importantes para a economia estadual.
A análise e dados são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nas informações da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, a queda nos preços reforça a competitividade da data. “Neste ano, o consumidor encontra um cenário especialmente favorável para adquirir itens de maior valor agregado. Produtos como ar-condicionado, TVs, computadores e eletrodomésticos tiveram redução nos preços, o que abre espaço para promoções mais agressivas e estratégicas”, destacou.
O comportamento de preços acompanha a tendência de deflação observada no grupo de artigos de residência (móveis, utensílios, eletrônicos e itens domésticos). Na Grande Vitória, o grupo registrou queda de 0,11% em outubro, além de ser o segmento com a menor inflação acumulada no ano.
Black Friday

José Carlos Bergamin, 3º vice-presidente da Fecomércio-ES, destacou que novembro se tornou decisivo para o desempenho do varejo capixaba. “Os números de novembro e dezembro são parecidos, mas a dinâmica é completamente diferente. A Black Friday concentra o consumo de bens duráveis e antecipa compras que antes estavam restritas ao fim do ano”, afirmou.
Ele explica que a data ganhou credibilidade após anos em que o varejo precisou reduzir preços para recuperar vendas, fortalecendo o modelo de grandes promoções. “O que sustenta a compra online é basicamente a segurança e a credibilidade da marca. Nesse ponto, os marketplaces ajudam muito: oferecem segurança de pagamento e entrega. Já o comércio físico ganha força nos últimos dias do mês, e dezembro continua imbatível para produtos de caráter emocional, como roupas e calçados, para o Natal”, frisou Bergamin.

