As contratações temporárias devem gerar até 2,8 mil postos de trabalho para atender a demanda do turismo, comércio e logística no final de 2025
Por Amanda Amaral
O comércio do Espírito Santo se prepara para reforçar o quadro de funcionários no 2 semestre do ano devido a datas como Black Friday e Natal. Em 2025, a previsão é que sejam aproveitados para quadros permanentes até 40% dos postos de trabalhos criados por essa demanda sazonal. Estima-se a geração de até 2.800 vagas, em setores como logística, turismo e comércio.
O cenário nacional aponta para cerca de 118 mil vagas temporárias em 2025, segundo estimativas da Câmara Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL/SPC Brasil). Conforme análise da Connect Fecomércio-ES, com base na representatividade do Espírito Santo – cerca de 2,2% da população brasileira e perfil econômico diversificado, estima-se gerar entre 2.400 e 2.800 vagas temporárias no último trimestre do ano.
Vale destacar que o dado da Connect Fecomércio considera a proporção, peso do comércio e serviços, geração de empregos e comportamento do consumo local e inclui, além da participação do comércio, outros segmentos como turismo e logística.
O estudo aponta ainda taxa de efetivação esperada entre 30% e 40%, sendo definida com base em comparativos de pesquisas nacionais (CNDL/SPC Brasil e CNC) e ajustada à realidade capixaba, que apresenta maior formalização, mas menor volume de contratações temporárias.
Somente no Natal, as vendas devem gerar R$ 1,57 bilhões, e em todo o mês de dezembro, R$ 9,4 bilhões, o que justifica a demanda por mais postos de trabalho. Rogério Alcântara, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Vitória, explica que o período exige planejamento antecipado e que as contratações temporárias já começam agora.

Sua estimativa acompanha a da Fecomércio-ES. “Hoje, a expectativa no Brasil é de criar cerca de 118 mil postos de trabalho temporário. No Espírito Santo, essa projeção fica em torno de 2.200 a 2.600 vagas”, explica. Alcântara destaca que, hoje os lojistas têm encontrado dificuldade ao longo do ano para realizar contratações para seus quadros permanentes, e que boa parte dos trabalhadores contratados no final de 2025 devem ser aproveitados pelas empresas.
“A estimativa dos estudos nacionais é de que de 45 a 47% dos postos de trabalho gerados para o período do final do ano – o que chamamos de trabalho temporário, sejam transformados em vagas permanentes. Essa é uma expectativa e uma necessidade do setor do comércio”, pontua.

