A Ybera Group retomou as vendas online com portfólio parcial, apoio logístico e previsão de R$ 60 milhões em investimentos para ampliar produção e distribuição
Sete dias após o incêndio que atingiu o centro de distribuição em Viana, a empresa de cosméticos Ybera Group retomou as vendas online e mantém a operação em ritmo parcial enquanto reorganiza a logística e a produção.
A reativação do e-commerce foi anunciada neste domingo (15) e ocorre de forma progressiva, com parte do portfólio disponível, enquanto a companhia estrutura novas rotas de distribuição e adapta sua operação após o incidente.
Segundo a empresa, a retomada foi viabilizada por uma parceria com a Lisa, especializada em soluções logísticas, responsável por apoiar o restabelecimento da distribuição e a manutenção das entregas.
Em paralelo, a Ybera informou que acelerou as obras do novo centro de distribuição em Viana, projeto que integra o plano de expansão da companhia e prevê aumento da capacidade operacional e modernização da estrutura produtiva.
De acordo com o CEO Johnathan Alves, a operação online volta gradualmente enquanto a empresa consolida sua estrutura logística e fabril. Ele afirma que a estratégia busca garantir continuidade das vendas e sustentação do crescimento projetado.
A companhia prevê investir cerca de R$ 60 milhões na ampliação da capacidade produtiva e logística. A expectativa é de crescimento de 50% nas vendas em 2026 e faturamento de R$ 1 bilhão até 2027, dentro do plano de expansão nacional da marca.
Incêndio em Viana
O incêndio ocorreu no último dia 7 de fevereiro, no bairro Canaã, em Viana, e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar por vários dias. As chamas atingiram principalmente um galpão logístico utilizado como centro de distribuição do Supermercados BH, com colapso parcial da estrutura e destruição de mercadorias armazenadas.
Apesar da dimensão do fogo, não houve registro de vítimas, e a evacuação do local foi realizada logo após a identificação do início do incêndio.
Segundo os bombeiros, o combate exigiu atuação contínua, uso de plataformas elevadas, autoescadas e caminhões com bombas de alta potência, além de apoio de caminhões-pipa para o abastecimento de água. A área segue sob avaliação para perícia, que deve apontar as causas do incêndio em até 20 dias.
Parte da fumaça observada nos dias seguintes foi associada ao vapor de água e a focos isolados em áreas de difícil acesso, enquanto as equipes trabalhavam para reduzir riscos estruturais e iniciar a fase de rescaldo.

