Com alta de 43,7%, ES registra melhor desempenho da história; Vitória lidera lista de cidades com mais abertura de empresas no mês
Por Amanda Amaral
O Espírito Santo registrou a abertura de 3.070 empresas em março deste ano, aumento de 43,7% na comparação com o mesmo período de 2025. O número foi o maior registrado pela Junta Comercial do Estado do Espírito Santo (Jucees) desde de 2010, o recorde anterior era de 2.684 constituições no mês.
Vitória foi a cidade com mais constituições, registrando a abertura de 590 empresas, seguida por Vila Velha (480) e Serra (365). Vale destacar que os dados divulgados pela Jucees não incluem os de Microempreendedor Individual (MEI).
Entre as atividades que mais tiveram empresas abertas, estão “Serviços combinados de escritório e apoio administrativo”, com 316 registros; “Treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial”, com 220; e “Promoção de vendas”, com 187.
Acumulado do ano
Das 3.070 aberturas em março, 2.674 foram de empresas matrizes e 396 filiais. No acumulado de 2026, foram 8.012 novos negócios em todo o Espírito Santo, 877 a mais que os três primeiros meses do ano passado.
Para o presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-ES), Ricardo Paixão, o resultado revela um aquecimento da atividade econômica formal, impulsionado pela confiança dos investidores e pela desburocratização nos registros estaduais. Ele destaca três fatores: organização financeira e estabilidade jurídica do Estado; bom ambiente de negócios; e um setor de serviços aquecido.

“O ambiente de negócios são as condições de crédito, né, o acesso ao crédito, é também a facilidade que as empresas têm de conseguir as suas autorizações e se registrar. Tem muita empresa que se registra na junta comercial, então tem celeridade lá”, disse. Paixão ressalta que o saldo na abertura de empresas no Estado é positivo, mas o desafio reside na sustentabilidade dessas novas empresas e na transição para negócios de maior valor tecnológico e produtivo.
“Abertura de empresas não significa sobrevivência. A taxa de mortalidade empresarial no Brasil ainda é elevada, as empresas não passam de dois, três anos, boa parte delas. Além disso, os setores de baixa produtividade predominam, mas serviços simples tendem a gerar menor valor agregado. Outro ponto de atenção é que a base de comparação de 2025 é muito baixa, e pode inflar a taxa de crescimento”, avaliou.

