O incêndio atingiu o centro de distribuição do Supermercados BH na manhã do último sábado (7), resultando em perda total de mercadorias. Veja vídeos e fotos
Por Thamiris Guidoni
O Corpo de Bombeiros Militar informou que as equipes seguem atuando no galpão logístico que pegou fogo no último sábado (7), no bairro Canaã, em Viana. Na tarde desta segunda-feira (9), o combate se concentra na parte mais à direita da estrutura, onde ainda há pequenos focos de incêndio isolados. No restante do galpão, não há mais focos ativos. Ao todo, 115 bombeiros trabalham na operação há três dias.
Ainda segundo os militares, a fumaça branca que ainda pode ser observada no local é formada, principalmente, por vapor de água. As equipes atuam com cautela devido ao risco de colapso da estrutura e também buscam preservar a cena para a realização da perícia. O combate segue o planejamento definido no início da operação, sem registro de intercorrências. O trabalho continua durante a noite e, pela manhã, o comando da operação irá avaliar o cenário para avançar para a fase de rescaldo.
O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado por volta das 6h30 para combater as chamas no local, que funciona como centro de distribuição do Supermercados BH. Apesar da intensidade do fogo e dos danos estruturais, não houve registro de vítimas.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o segurança do galpão percebeu o início do incêndio e realizou a evacuação imediata do imóvel. O sistema de sprinklers chegou a ser acionado, mas as chamas se espalharam rapidamente pela estrutura.
As primeiras guarnições, com viaturas ABTS e ATB de Cariacica, iniciaram o combate direto pela parte frontal do galpão, pelo lado externo. Em razão do colapso parcial da cobertura, os militares não adentraram a edificação por questões de segurança.
De acordo com o tenente-coronel Siwamy Reis, o incêndio está sob controle, com o fogo confinado e isolado. “Nesse momento as chamas estão controladas, o fogo está confinado e isolado. Nossas equipes estão trabalhando firmemente desde o primeiro dia e agora se preocupam com os focos de incêndio que ainda não foram acessados por conta da dificuldade de acesso”, afirmou.
Ele explicou que a estrutura do galpão é considerada de risco e que o foco atual da operação é reduzir a produção de fumaça. “A estrutura é de risco e nossas equipes estão se preocupando em diminuir a produção de fumaça”, disse.
Segundo o tenente-coronel, o combate tem sido realizado com estratégias que priorizam a segurança dos militares. “Nossas equipes entram, posicionam o canhão e saem do local, sempre com equipamento de proteção individual e respiratória. O canhão faz uma abordagem em leque, um ataque em leque com a emissão de água. Isso garante a segurança dos nossos militares e continua o combate sem interrupção”, explicou.
Além do canhão, outros equipamentos foram utilizados na ocorrência. “Além dos nossos carros de combate a incêndio, com bombas potentes para lançar água a grandes distâncias, nós temos a nossa plataforma e a nossa autoescada, que fizeram o combate por cima, com melhor eficiência”, relatou.
Ele acrescentou que o uso desses recursos evita a exposição direta dos bombeiros a áreas instáveis da estrutura. “Nós temos esse canhão que preserva a integridade, acessando locais de risco e evitando que nossos militares se exponham”, completou.
Parte da estrutura do galpão, inclusive áreas sem material combustível, sofreu colapso. Segundo os bombeiros, a maior concentração de fumaça ocorre no setor onde havia maior carga armazenada, com características de depósito de supermercado. Na parte dos fundos, havia grande quantidade de paletes concentrados, que também foram atingidos pelo fogo.
O galpão armazenava produtos diversos, como itens alimentícios, maquinário pesado e produtos de beleza, além de outros materiais combustíveis com características diferentes.
O abastecimento de água das viaturas tem sido feito com o apoio de caminhões-pipa e de um sistema hidráulico preventivo existente no local. Um galpão vizinho não foi atingido pelas chamas.

A plataforma do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar foi acionada para o combate superior ao incêndio. Ao todo, 115 bombeiros estão empenhados na ocorrência desde o início da operação, que segue em andamento.
A investigação de incêndio teve início ainda no primeiro chamado registrado pelo CEMS. “A nossa investigação de incêndio começa desde o primeiro chamado do CEMS. Está sendo feito o levantamento de informações e o laudo pericial fica pronto em até 20 dias, quando será possível estimar a causa do incêndio”, explicou o tenente-coronel.
Apesar das grandes proporções do incêndio, não houve feridos. “Esse foi um incêndio que, felizmente, não tivemos vítimas, apesar de ter sido de grandes proporções”, afirmou.
Nota do Supermercados BH
Em nota, o Supermercados BH informou que o incêndio causou perda total da estrutura e das mercadorias armazenadas no centro de distribuição. A empresa destacou que o Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente após a identificação do foco e que não houve feridos. Leia na íntegra:
“O Supermercados BH lamenta informar que, na manhã deste sábado, 7 de fevereiro, um incêndio de grandes proporções atingiu o Centro de Distribuição localizado em Viana (ES). Os danos foram severos, causando a perda total de estrutura e mercadorias.
Assim que o foco foi identificado, o Corpo de Bombeiros foi imediatamente acionado e segue atuando para o controle total da ocorrência. Felizmente, não houve feridos. As causas do incidente ainda serão apuradas pelas autoridades competentes.
O Presidente da empresa, Pedro Lourenço, já se encontra no estado para acompanhar de perto a situação e adotar todas as medidas necessárias para garantir a continuidade do abastecimento das lojas, buscando minimizar ao máximo qualquer impacto aos nossos clientes. Reforçamos que a segurança de nossos colaboradores é prioridade absoluta.”
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