Por Thamiris Guidoni
O diabetes está entre as doenças crônicas que mais afetam a população mundial e continua cercado por dúvidas e informações equivocadas. No Brasil, cerca de 20 milhões de pessoas convivem com a condição, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), e estima-se que uma parcela significativa sequer saiba que tem a doença.
Caracterizado pelo aumento dos níveis de glicose no sangue, o diabetes ocorre quando o organismo não produz insulina suficiente ou não consegue utilizá-la adequadamente. Sem controle, pode provocar complicações que atingem órgãos como olhos, rins, coração, vasos sanguíneos e sistema nervoso.
Embora amplamente conhecida, a condição ainda é alvo de mitos que podem dificultar tanto a prevenção quanto o tratamento. Para a endocrinologista Gisele Lorenzoni, combater a desinformação é uma etapa essencial do cuidado com a saúde.
“Muitas pessoas acreditam que o diabetes surge apenas por causa do consumo excessivo de açúcar ou que quem recebe o diagnóstico não poderá mais ter uma vida normal. Esses são mitos que podem dificultar tanto a prevenção quanto o tratamento adequado. Informação de qualidade é uma ferramenta fundamental para cuidar da saúde”, afirma.
Diagnóstico precoce ainda é um dos principais desafios
Um dos principais desafios no combate ao diabetes é o diagnóstico tardio. No tipo 2, a doença pode evoluir por anos sem sintomas, o que faz com que muitos casos sejam descobertos apenas em exames de rotina.
Por isso, o acompanhamento médico é importante, especialmente em pessoas com fatores de risco como histórico familiar, sobrepeso, obesidade, hipertensão e sedentarismo.
Os sintomas incluem sede excessiva, vontade frequente de urinar, cansaço, perda de peso sem explicação e visão embaçada. Embora o diabetes tipo 1 não possa ser prevenido, a maioria dos casos de tipo 2 está ligada a fatores modificáveis.
“A adoção de hábitos saudáveis como uma alimentação balanceada, prática de atividade física e evitar vícios como bebida e cigarro, podem reduzir significativamente o risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2”, reforça.
O tratamento envolve acompanhamento médico, alimentação equilibrada e controle da glicemia. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de evitar complicações.
Sintomas que merecem atenção
- Sede excessiva
- Vontade frequente de urinar
- Fome constante
- Perda de peso sem explicação
- Cansaço excessivo
- Visão embaçada
- Infecções recorrentes
- Feridas que demoram para cicatrizar.

