A importância de desenvolver a criatividade na velhice

As atividades como as oficinas de criatividade estimulam diferentes níveis de raciocínio, melhoram a capacidade cognitiva e proporcionam mais segurança e engajamento com a vida nos praticantes da terceira idade
Exercitar a criatividade ajuda a reduzir as chances de desenvolver algumas doenças como o Alzheimer e a depressão (Foto - Shutterstock)

Estimular a mente e desenvolver novas habilidades é vital para um envelhecimento saudável

Quanto mais a população envelhece, mais se fala em maneiras de se viver mais e melhor: ter uma boa alimentação, praticar exercícios físicos e manter bons relacionamentos. No entanto, pouco se fala sobre a importância da criatividade para o idoso. Por isso, para celebrar o Dia da Criatividade, comemorado hoje (17), a arterapeuta Renata Sudré, da Jequitibá Residência Assistida, fala sobre como exercitar a mente e desenvolver novas habilidades na velhice.

Segundo Renata, o cérebro desenvolve novas conexões ao executar um trabalho manual, o que ativa a memória e a concentração. “A arte incentiva o autoconhecimento e ajuda a desenvolver novas aptidões. Com isso, o idoso é convidado a se expressar e a perceber lembranças e desejos por meio de uma produção individual, colocando suas habilidades em prática”, comenta.

Para o psicólogo da Gustavo Souza, da mesma casa de acolhimento de idosos, atividades como as oficinas de criatividade estimulam diferentes níveis de raciocínio, melhoram a capacidade cognitiva e proporcionam mais segurança e engajamento com a vida. Além disso, participar de atividades diferenciadas e que fujam da rotina já estabelecida também pode reduzir as chances de desenvolver algumas doenças como o Alzheimer e a depressão.

“São inúmeras as atividades recreativas que estimulam novos sentidos e ainda promovem a interação e aproximação familiar. No entanto, para desenvolver a criatividade e aprender algo novo na velhice é fundamental que a pessoa encontre satisfação e, principalmente, o sentido de autorrealização. A participação sempre deve ser voluntária e marcada pelo protagonismo e o contentamento”, completa o psicólogo.

Além da arte, existem outras atividades que ajudam a desenvolver a criatividade na vida dos idosos. Conheça algumas:

Dança e atividades físicas: estimulam a flexibilidade, a postura e o equilíbrio;
Música: traz alegria e ativa várias partes do cérebro, melhorando a capacidade cognitiva;
Ioga: promove a calma, contribui para melhores postura e coordenação motora, e ajuda a diminuir a pressão arterial;
Grupo terapêutico: as conversas buscam a inclusão social ao debater questões como a velhice protagonista, os relacionamentos, as potencialidades e as limitações.

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