O subsecretário Orlei Cardoso, explica sintomas, formas de transmissão e orienta população a procurar atendimento diante de lesões e febre alta
Por Letícia Arcanjo
O Espírito Santo volta a acender o alerta para casos de Mpox após registrar aumento nas notificações da doença em 2026. Em entrevista à ES Brasil, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, explicou que o crescimento é de 28%, em relação com o mesmo período do ano passado. Apesar do aumento, Cardoso avalia que a situação ainda está sob controle no Estado. “Estamos fazendo uma vigilância ativa e acompanhando esses casos. Esperamos que seja apenas uma onda e que a gente não consiga detectar mais casos”, afirmou.
Entre janeiro e março deste ano, foram notificados cerca de 50 casos suspeitos, comparados com 39 no mesmo intervalo de 2025. Já em relação às confirmações, o Estado contabiliza três casos positivos em 2026, enquanto no ano passado não houve registros no período analisado.
O que é a doença?
A Mpox é uma infecção viral cuja principal forma de transmissão ocorre por contato direto com lesões na pele de pessoas infectadas. Também pode haver contágio por gotículas respiratórias em situações de contato próximo e prolongado.
Segundo o subsecretário, os primeiros sintomas podem incluir febre alta e inchaço dos gânglios, especialmente nas axilas, seguidos pelo surgimento de lesões e bolhas em diferentes partes do corpo. Essas manifestações podem ser confundidas com doenças como varicela e herpes-zóster, o que torna essencial o diagnóstico diferencial por meio de exames laboratoriais.
O tratamento da doença é voltado para o controle dos sintomas e, em casos mais graves, pode ser necessário acompanhamento hospitalar. O isolamento recomendado varia entre 14 e 20 dias. Durante esse período, é indicado separar objetos pessoais, como talheres e roupas de cama, para reduzir o risco de transmissão.
Qualquer unidade básica de saúde pode ser procurada em caso de suspeita, e a principal recomendação, segundo ele, é manter a atenção aos sintomas e buscar orientação médica. “Estamos à disposição, pois é importante que a população esteja consciente, para evitar que tenhamos uma epidemia causada pela Mpox”, conclui.

