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Cidade inteligente exige inteligência social

Cidade inteligente exige inteligência social

Se tanto se diz de uma cidade inteligente, que tal inserir nela a inteligência social, que está na sociedade para aperfeiçoar as políticas públicas do bem-estar social?

Por Paula Schaydegger e Robson Melo

Quase nunca falamos de inclusão.
Porque, na prática, a maioria de nós só quer que a própria vida funcione.
Enquanto tudo parece se encaixar,
a cidade parece acessível,
a escola parece dar conta,
as regras parecem justas
e o jeito de ensinar parece suficiente.

A exclusão não grita quando tudo está confortável. Ela sussurra.
E quase ninguém escuta.

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Até o dia em que algo quebra.
Às vezes, é uma porta que não se abre.
Outras vezes, é mais silencioso que isso.
É perceber que seu filho está no mesmo lugar que os outros,
mas não está vivendo o mesmo espaço.

Ele está ali, no canto.
Sem convite, sem tradução, sem acesso.
Dentro da sala,
fora da experiência.

Nesse momento, muita gente chama de empatia.
Mas, na verdade, é impacto.
É o choque de entender que o mundo foi planejado
para poucos tipos de corpos,
poucos jeitos de aprender,
poucos ritmos de existir.

E aí surge a pergunta que dói:
por que só percebemos a inclusão
quando ela falta para alguém nosso?

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Incluir não é gentileza.
É inteligência social.

Quando um espaço é acessível, ele funciona melhor.
Quando a informação alcança mais pessoas, o aprendizado cresce.
Quando alguém é incluído, a sociedade inteira se organiza melhor.
A inclusão não responde apenas à dor de hoje.
Ela evita a exclusão de amanhã.

Incluir não é consertar depois.
É pensar antes.
É construir um mundo que funcione
antes que alguém fique para trás.

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Paula Schaydegger é especialista em Impacto Social, Fundadora da Cariacica Down e Conselheira da FUNDAES

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De minha parte que ocupo regularmente este lugar de fala, em nome da FUNDAES, abro espaço às suas filiadas para fazer chegar o conhecimento sobre o Terceiro Setor Capixaba e a consequente compreensão que, sem esse setor cidadão, não há justiça social.
Portanto, se tanto se diz de uma cidade inteligente, que tal inserir nela a inteligência social, essa que está na sociedade para aperfeiçoar as políticas públicas do bem-estar social para todos?

Robson Melo é Presidente Executivo da FUNDAES, a Federação do Terceiro Setor Capixaba

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