Biochar e inventário de carbono ganham espaço no agronegócio do Espírito Santo, ampliando sustentabilidade e eficiência
Por Ludmila Azevedo
Com a sustentabilidade incorporada às estratégias do agronegócio e a rastreabilidade ganhando importância nas exportações, o setor também avança na adoção de tecnologias capazes de reduzir impactos ambientais e aumentar a eficiência da produção. Algumas dessas soluções já começam a ganhar escala no Espírito Santo.
Além da rastreabilidade, novas tecnologias sustentáveis vêm ganhando espaço no agro capixaba. Uma delas é o biochar, carvão produzido a partir da palha do café, por meio de pirólise, processo de queima controlada.
“O biochar melhora a estrutura do solo e aumenta a retenção de água e matéria orgânica, mas não substitui a adubação”, diz o engenheiro agrônomo Vinicius Schiavo, do Sistema OCB/ES.
A tecnologia já é utilizada pela Coocafé, que realizou em 2024 uma exportação pioneira de café sustentável produzido com biochar para a empresa japonesa Marubeni. Cerca de 880 sacas foram enviadas ao Japão.
A cooperativa também premiou produtores envolvidos na iniciativa e participou da instalação de usinas de produção de biochar em Brejetuba, no Espírito Santo, e em Lajinha, em Minas Gerais.
Outra frente em expansão é a mensuração das emissões de carbono nas propriedades rurais. A NaterCoop está realizando inventários de emissões e créditos de carbono para compreender quanto cada propriedade emite anualmente.
“Antes de pensar em vender crédito de carbono, é preciso saber quanto a propriedade realmente emite”, explica Schiavo.
Essa matéria é uma republicação da edição 234 da Revista ES Brasil – Anuário Verde. Confira a edição digital completa aqui.

