Afirmação sobre cabotagem é do presidente da Fecomércio-ES e do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Espírito Santo, Idalberto Moro
Por Kikina Sessa
O sistema portuário capixaba está passando por uma fase de expansão que vai deixar o Espírito Santo ainda mais competitivo para realizar cabotagem, como é chamada a navegação costeira entre portos nacionais.
Novos portos, como o da Imetame, em Aracruz, com profundidade que permite receber navios da categoria Panamax (com capacidade para transportar cerca de 80 mil toneladas de carga), o Porto Central, em Presidente Kennedy, e o Petrocity, em São Mateus, vão dar nova configuração ao complexo portuário capixaba que vai chegar ao número de oito portos na sua pequena costa de 410 quilômetros.
“A tendência é que o Espírito Santo passe a ser um hub de cabotagem do Brasil”, afirma Idalberto Moro, que preside a Federação do Comércio do Estado (Fecomércio-ES) e o Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Espírito Santo (Sincades).
“Hoje, aquilo que nós recebemos via cabotagem, vem de Santos, vem de Santa Catarina. Nós vamos deixar de receber para sermos emissor. Isso vai ser muito bom para nós, porque vamos ter capacidade de receber navios muito grandes e com isso vamos ter condições de ter frete com valor mais competitivo”, avalia Moro.
A cabotagem no Brasil ainda tem muito espaço para crescer. Apenas 13% da carga nacional é transportada por cabotagem. A Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac) destaca a cabotagem como uma alternativa não só mais econômica, mas também mais sustentável. Em países como a China, 44% da carga é transportada pelo modal aquaviário.

