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A responsabilidade de preservar a estabilidade federativa

A responsabilidade de preservar a estabilidade federativa

Segurança jurídica e estabilidade federativa continuam sendo pilares indispensáveis para o desenvolvimento brasileiro

Por Marcelo Santos

O julgamento que começa hoje no Supremo Tribunal Federal sobre a redistribuição dos royalties do petróleo e do gás não é apenas uma disputa fiscal entre estados. Trata-se de uma decisão com impacto direto sobre segurança jurídica, previsibilidade econômica e estabilidade federativa.

Nos últimos anos, o Brasil consolidou um modelo que reconhece uma premissa básica. Estados produtores convivem com impactos econômicos, urbanos, sociais e ambientais decorrentes da atividade petrolífera e, por isso, recebem compensações financeiras.

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Royalties nunca tiveram natureza de prêmio. São instrumentos compensatórios.

Alterar essa lógica por decisão judicial cria um precedente delicado. Principalmente em um país que busca atrair investimentos em setores estratégicos e intensivos em capital.

O Espírito Santo conhece bem esse desafio. Nossa economia se desenvolveu ao lado da atividade petrolífera, mas também absorveu seus efeitos diretos sobre infraestrutura, expansão urbana e demanda por serviços públicos.

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Ao mesmo tempo, o Estado mostrou maturidade ao criar um modelo pioneiro de repartição interna dos royalties, permitindo que municípios não produtores também fossem beneficiados sem romper o princípio da compensação.

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Isso demonstra que desenvolvimento regional pode ser promovido sem desorganizar a lógica federativa.

O julgamento do STF exigirá equilíbrio institucional. O país precisa reduzir desigualdades, mas sem enfraquecer estados que já suportam os impactos da produção nacional.

Segurança jurídica e estabilidade federativa continuam sendo pilares indispensáveis para o desenvolvimento brasileiro.

Marcelo Santos é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) e do Colégio de Presidentes das Assembleias Legislativas do Brasil

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