Casagrande prevê anistia a policiais militares

Foto: Gilson Borba/Futura Press/Folhapress

Projeto de Lei para anistiar cerca de 2.622 policiais militares que participaram da greve de 2017 foi enviado à Ales

O governador Renato Casagrande enviou um Projeto de Lei a Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) que institui a anistia de 2.622 policiais militares que participaram da greve instaurada em fevereiro de 2017.

Por meio de coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (15), o governador informou que encaminhará o documento para aprovação dos deputados estaduais, que se reúnem em plenário a partir das 15 horas para leitura da matéria.

No ano passado, os policiais ficaram confinados no Quartel General, causando uma paralisação geral, que causou 204 mortes, furtos e roubos, além de outros crimes. Além disso, 23 policias foram expulsos da corporação, 500 se afastaram por problemas de saúde e 27 tentaram suicídio.

Para Casagrande é necessário corrigir os erros do passado e olhar para o futuro. “Esse episódio deve servir de exemplo para que não se repita. Também vai servir de exemplo para nós para mantermos o diálogo e acompanhar as corporações. Há ainda vários policiais com problemas psicológicos e alguns que tentaram tirar a própria vida. Queremos fechar essa ferida”, garantiu.

Pacificação

O secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Sá, disse que esta é uma decisão importantíssima do governador para pacificar o cenário a fim de que não se repita o episódio no Espírito Santo e nem aconteça em outros Estados da Federação.

“Isso foge da normalidade. O episódio da greve vem causando transtornos operacionais. Podemos dizer que nossa tropa está doente. É preciso pacificar esse processo de vez”, afirmou Roberto Sá.

Números

De acordo com o chefe da Polícia Civil, José Arruda, das 224 ocorrências de homicídio e tentativas de homicídio registradas no período da greve, 141 inquéritos foram concluídos com indicação da autoria dos crimes.

Das ocorrências, 83 casos não foram elucidados. Para isso, dois delegados foram incorporados ao quadro da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para trabalhar na resolução das ocorrências restantes.

Ainda, de acordo com Arruda, em nenhum dos inquéritos, houve a participação de policiais militares.

 

 

 

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