Variação mensal mostra aumento de 2,15% no custo da cesta básica da capital, com altas concentradas em poucos itens e queda na maioria dos alimentos
Por Amanda Amaral
O tomate foi o grande vilão da cesta básica em Vitória no mês de janeiro deste ano. O produto subiu de valor 56,02% na variação mensal. Contudo, a maioria dos produtos apresentou queda no preço. A capital do Espírito Santo continua em oitavo lugar entre os estados brasileiros que apresentam o conjunto de alimentos básicos mais caro.
As informações são da Pesquisa Mensal da Cesta Básica, feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
Em janeiro, o preço da cesta básica de Vitória apresentou alta de 2,15% em relação a dezembro de 2025. São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 854,37), em Vitória o custo foi de R$ 742,85.
Na capital capixaba, cinco dos 13 produtos de maior necessidade tiveram aumento nos preços médios, além do tomate (56,02%), que segundo a pesquisa, sofreu com a menor oferta de frutos de qualidade, o que elevou os preços no varejo. Os demais são: batata (4,22%), pão francês (1,11%), café em pó (0,73%) e feijão preto (0,19%), entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano.
No mesmo período, oito itens apresentaram queda de preço: banana (-5,66%), óleo de soja (-5,44%), leite integral (-5,42%), manteiga (-2,99%), carne bovina de primeira (-1,96%), açúcar cristal (-1,85%), arroz agulhinha (-1,48%) e farinha de trigo (-0,71%).
No acumulado de 12 meses, 13 produtos subiram de preço. O café em pó continua apresentando a maior elevação na cesta básica de Vitória, 32,46%, o tomate vem em seguida (26,51%). Na mesma comparação, a maior baixa foi do arroz agulhinha (-37,17%), segundo o Dieese, a queda está ligada aos altos estoques.

