Vantagem nos preços da cesta básica beneficiam o consumo das famílias, mas café solúvel apresenta a maior alta entre os itens
Por Amanda Amaral
Dos itens que compõem a cesta básica na cidade de Vitória, em um ano, oito deles ficaram mais baratos. Na comparação anual, o preço da cesta básica na capital capixaba apresentou queda de -2,70%, e ficou em R$ 727,22. O café prejudicou o desempenho no período, com alta de 46,84%.
Vitória é a oitava no ranking, dentre as 27 capitais pesquisadas, com a cesta básica mais cara do Brasil, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, de dezembro de 2025, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
Em ano, comparando dezembro de 2024 e dezembro de 2025, apresentaram diminuição de preços em Vitória: feijão preto (-38,15%), arroz agulhinha (-35,74%), tomate (-25,60%), leite integral (-11,64%), açúcar cristal (-11,44%), farinha de trigo (-8,06%), batata (-6,63%) e manteiga (- 6,41%). No mesmo período, entre os produtos que apresentaram elevações no valor, estão: café em pó (46,84%), óleo de soja (11,36%), carne bovina de primeira (5,44%), banana (2,85%) e pão francês (0,92%).
Café solúvel
Na análise do Dieese, em 2025, o mercado do café sofreu com cotações sustentadas pelos estoques globais ajustados, pela expectativa de menor produção no Vietnã, pelas incertezas quanto à safra brasileira e pela tarifação por parte dos Estados Unidos (EUA). Em entrevista exclusiva à ES Brasil, o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, destacou o café solúvel entre os itens exportados pelo Espírito Santo para os EUA na lista das tarifas de 50%. “O café solúvel é o nosso café conilon, nós somos os maiores produtores e exportadores do Brasil, sendo exportado com valor agregado, industrializado”, disse.
O tarifaço está entre os principais desafios do agro no início de 2026. “Esse é um desafio que infelizmente não está na nossa governança direta, do Governo do Espírito Santo. Mas nós trabalhamos de forma suplementar, mandamos os números e monitoramos o Governo Federal, e temos os nossos aliados nos diversos países, especialmente, nos Estados Unidos, visando a reduzir suas tarifas”, pontuou Bergoli. Vale complementar que a safra 2025/2026 foi ano de bienalidade do arábica, mas em seu encerramento é esperado recorde de produção para o conilon.

