- Continua após a publicidade -

Primeira Turma do STF tem maioria para confirmar cassação de Zambelli

Ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin acompanham Moraes e anulam tentativa da Câmara de salvar mandato

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta sexta-feira, 12, para manter a decisão que determinou a perda imediata do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP), condenada a 15 anos de prisão em duas ações penais distintas. Em julgamento virtual, os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin acompanharam o voto do relator, Alexandre de Moraes, apontando inconstitucionalidade na votação da Câmara dos Deputados que tentou poupar o mandato da bolsonarista. Ainda resta votar a ministra Cármen Lúcia.

Tanto Dino como Zanin depositaram votos com suas ponderações sobre o caso de Zambelli. Em despacho assinado nesta quinta, 12, horas depois da votação na Câmara, Moraes destacou que a decisão da Casa legislativa é “ato nulo, por evidente inconstitucionalidade”. O ministro viu, na deliberação que tentou livrar a deputada de uma cassação, “desrespeito aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade e flagrante desvio de finalidade”.

Conteúdo em Alta

“Cada processo possui um rosto”, diz novo desembargador
STF decide e encerra disputa sobre prefeitura em...
Hospital DF Star informa evolução de Bolsonaro após...
Gastronomia capixaba ganha destaque em Brasília
Defesa de Zambelli recorre contra extradição
Câmara cancela passaporte diplomático de Eduardo Bolsonaro
STF julgará deputados acusados de cobrar propina por...
STF suspende julgamento sobre royalties do petróleo
Luis Felipe Salomão é eleito novo presidente do...
Flávio diz que Eduardo Bolsonaro define chapa ao...

Zanin destacou a “impossibilidade fática e jurídica” de um parlamentar condenado a pena de prisão, em regime fechado, exercer suas funções de congressista. “A Constituição Federal merece ser interpretada com lastro nos princípios que a inspiram. É evidente não haver como conciliar a circunstância de aplicação da pena com o exercício do mandato parlamentar”, anotou, ressaltando que a decisão da Câmara sobre o tema “padece de inconstitucionalidade”.

- Continua após a publicidade -

Já Dino destacou que a perda do mandato de Zambelli é uma “consequência jurídica necessária, e não expressão de discricionariedade política”. “É falsa a opção entre preservação ou não do mandato quando as circunstâncias fáticas inviabilizam o exercício das atribuições ínsitas à função parlamentar”, ressaltou sobre a votação da Câmara.

O ministro também apontou que o Estado gastou, desde a condenação definitiva da bolsonarista, R$ 547 mil para manter sua estrutura parlamentar, “a despeito da total inatividade funcional da titular, que permanece foragida na Itália”. “Em um país com tantas desigualdades e carências, o uso do dinheiro público não comporta desperdícios como o ora tratado. Ou seja, a concretização da perda do mandato da condenada, com a imediata posse definitiva do suplente, representa – a um só tempo – um ato de responsabilidade política, social e fiscal”, ponderou.

(Com informações da Agência Estadão, Por Pepita Ortega)

Leia Mais

Vitória recebe 1º encontro nacional de reciclagem
Rosane Santos: ESG ajuda as organizações a terem...
Cirurgia de Bolsonaro termina, e ex-presidente permanece em...
Projeto propõe comitê para definir minerais estratégicos
Justiça da Itália decide extraditar Carla Zambelli
Câmara contraria STF e nega cassar mandato de...
PF cumpre nova prisão de lobista suspeito de...
Cidades do ES podem decidir sobre indenizações no...
‘Sou contra ministro do STF se eternizar no...
Glauber Braga se livra de cassação e é...

Receba notícias exclusivas no seu WhatsApp

Contéudos especiais no seu email. Receba hoje!

- Continua após a publicidade -
- Publicidade -

EDIÇÃO DIGITAL

Edição 233

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade

Política e ECONOMIA

Matérias relacionadas

- Continua após a publicidade -