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segunda-feira, 24 janeiro, 2022

Pesquisa revela redução do faturamento na maioria das empresas do ES

negócios
Foto: Getty Images

Número de empresas endividadas também aumentou e extensão de linhas de crédito é principal solução apontada por empreendedores

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas divulgou, nesta quinta-feira (18), a décima edição da pesquisa sobre os impactos da pandemia nos pequenos negócios. Pelo levantamento, 64% dos empreendedores afirmaram que houve uma queda no faturamento de 2020 em relação ao de 2019. A média de recessão foi de 54%.

O novo cenário da pandemia de Covid-19 também mexeu com o otimismo dos empresários capixabas que agora acreditam que a situação só deve ser normalizada em setembro de 2022.

“Mesmo com o funcionamento de 81% das empresas atuantes no Espírito Santo, mais da metade delas, cerca de 52% afirma ainda ter muita dificuldade para manter o negócio”, o superintendente do Sebrae/ES, Pedro Rigo. Ele ressalta que é importante continuar seguindo as orientações das autoridades da saúde e as diretrizes do Governo do Estado.

As datas comemorativas do fim de ano, como Black Friday, Natal eReveillon, não foram suficientes para manter a recuperação do faturamento que já vinha sendo registrada nos últimos meses. Para 67% das empresas, essas datas não impactaram o negócio.

As redes sociais foram e ainda são aliadas importantes para a construção de uma nova maneira de se relacionar com os clientes. De acordo com o levantamento, as vendas pela internet são uma realidade para 70% das empresas capixabas.

Crédito

Segundo o levantamento do Sebrae, os empreendedores apontaram a necessidade de haver reforço nas linhas de crédito com condições especiais, além da extensão do auxílio emergencial.

A maioria das empresas capixabas não possui dívidas (35%) ou está com suas contas em dia (32%). Cerca de 33% está com as contas em atraso, um aumento de três pontos percentuais se comparado aos dados da pesquisa anterior. O empréstimo bancário foi uma opção buscada por 54% dos empreendedores capixabas. Destes,apenas 30% conseguiu, 5% aguarda resposta e 65% teve o pedido negado.

Com informações da Agência Sebrae.

 

 

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