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Samarco pode usar Porto de Vitória para receber insumos

Quando a capacidade produtiva da Samarco atingir 100%, a empresa poderá usar o Terminal de Vila Velha para receber matéria-prima por cabotagem

Por Kikina Sessa

A capacidade operacional do Porto de Ubu, utilizado pela Samarco para exportar pelotas de minério de ferro e pellet feeds (minério fino concentrado), além de granéis líquidos e carga geral, pode ficar aquém da necessidade da mineradora quando atingir sua capacidade máxima de produção, prevista para acontecer em 2028. Hoje, a empresa opera com 60% da capacidade produtiva instalada.

Alternativa aventada pelo gerente-geral de Operações do Complexo de Ubu, Alysson Werneck, é utilizar o Terminal Portuário de Vila Velha (TVV), no complexo portuário de Vitória, para receber parte dos insumos utilizados pela mineradora. 

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“É uma possibilidade, já que a nossa capacidade de produção da pelotização será maior do que o que receberemos via mineroduto. Então, vamos precisar fazer uma complementação. Se fizer sentido para o plano estratégico da empresa, vamos buscar outros modais para trazer essa carga, e o TVV é uma opção”, disse o gerente-geral de Operações. 

O terminal portuário da Samarco tem capacidade de movimentar em torno de 33 milhões de toneladas e as usinas de pelotização são dimensionadas para cerca de 30 milhões de toneladas. Neste ano de 2025, a produção total deve chegar a 15 milhões de toneladas de finos e pelotas de minério de ferro.

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Alysson Werneck foi um dos painelistas do 27º Café Empresarial da Assevila, realizado nesta terça-feira (08), em Vila Velha, cujo tema foi “Logística e infraestrutura integrada: a chave para transformar Vila Velha e o Espírito Santo em referência nacional de competitividade”.

Para o presidente da Assevila, Thomaz Tommasi, o mote do encontro resume a convergência das falas: logística e infraestrutura integrada são a chave da competitividade. “Quando porto, indústria e gestão pública planejam juntos, o resultado aparece em emprego, renda e novos mercados. O Café Empresarial existe para aproximar atores, reduzir assimetrias e transformar diálogo em projetos reais”, afirmou.

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