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Revsol já foi aplicado em 2 mil km de estradas de 68 municípios do ES

Estado tem quatro centros de distribuição do Revsol, destinado à revitalização das estradas rurais

Por Ludmila Azevedo

Um dos produtos amplamente utilizados para a revitalização das estradas rurais capixabas é o Revsol, material inovador obtido a partir de rejeitos da produção de aço da ArcelorMittal Tubarão. A siderúrgica mantém, desde 2006, o programa Novos Caminhos, pelo qual coopera com o poder público com a doação do Revsol. Desde o início do programa, mais de cinco milhões de toneladas do produto foram doadas para aplicação em estradas rurais de 68 municípios capixabas, totalizando 2 mil km de vias pavimentadas.

No ano passado, o estado recebeu doação recorde do material para atender 865 vias municipais. Foram 1,24 milhão de toneladas, repassadas a 49 municípios, de acordo com informações da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag). Em 2022, a quantidade de material doada também foi grande, com 1,1 milhão de toneladas destinadas à melhoria do acesso às localidades do interior.

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“O revestimento primário em vias rurais garante a melhoria da trafegabilidade, o que é fundamental para a mobilidade das pessoas, o transporte de produtos agrícolas, o acesso à saúde e à educação, além de induzir novos negócios e atividades no campo, como agroturismo e agroindústria artesanal, gerando mais emprego e renda para as famílias rurais”, disse o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

Atualmente, o Espírito Santo conta com quatro Centros de Distribuição de Revsol (CDR), que estão localizados em Alfredo Chaves, Cachoeiro de Itapemirim, Jaguaré e Marilândia.

O Revsol é uma alternativa sustentável para cobertura do solo, pois é obtido pelo aproveitamento de rejeitos da produção de aço - Foto: Secom / ES
O Revsol é uma alternativa sustentável para cobertura do solo, pois é obtido pelo aproveitamento de rejeitos da produção de aço – Foto: Secom / ES

“Juntos, eles distribuem mais de 25 mil toneladas mensais de Revsol para mais de 35 municípios. Esses investimentos visam ao aumento da mobilidade, proporcionando a melhoria do escoamento da produção agrícola e o fortalecimento da infraestrutura rural, assim como do acesso das comunidades a policiamento, ambulâncias e ônibus escolares”, afirmou o presidente do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Mário Louzada, que foi secretário de Estado da Agricultura quando o último CDR foi anunciado, em 2022.

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As prefeituras e o governo do Estado, por meio da Seag, têm projetos que recebem verbas para obras utilizando o produto doado, a exemplo do programa Caminhos do Campo. O critério para definir as estradas contempladas é, normalmente, a necessidade – e os moradores podem pleitear melhorias em suas localidades junto aos municípios.

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Hoje há quatro Centros de Distribuição de Revsol (CDR) no estado. Na foto, o CDR de Cachoeiro de Itapemirim - Foto: ArcelorMittal
Hoje há quatro Centros de Distribuição de Revsol (CDR) no estado. Na foto, o CDR de Cachoeiro de Itapemirim – Foto: ArcelorMittal

“Constantemente, localidades encaminham à prefeitura dezenas de pedidos para receberem o benefício do Caminhos do Campo, sendo essas localidades analisadas principalmente quanto à existência de rota do transporte escolar na via solicitada, por exemplo”, explicou o secretário de Obras de Domingos Martins, Guilherme Helke. Segundo ele, o número de pessoas e veículos que passam diariamente pela região que se candidata à doação também é levado em conta, porque o objetivo é garantir que o máximo possível de pessoas seja atendido.

“Subidas íngremes, que precisam de constantes intervenções, estão sempre no nosso radar. Os pedidos que recebemos são analisados e repassados para a equipe técnica da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos, que vai até o local coletar os dados necessários para a elaboração da documentação necessária para que a parceria seja formalizada”, acrescentou o secretário.

*Matéria publicada originalmente na revista ES Brasil 223, de setembro de 2024. Leia a edição completa sobre Agronegócio Capixaba aqui.

 

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