Ambiente urbano afeta cérebro, saúde mental e relações sociais, segundo neuroarquiteta, com lições para cidades brasileiras
Por Nathanael Rodor
As cidades não são apenas cenário, elas moldam comportamento, emoções e até o funcionamento do cérebro. De acordo com a neuroarquiteta Letícia Deps, o ambiente urbano tem poder de influenciar a saúde mental, as relações sociais e a qualidade de vida das pessoas.
A partir do exemplo de Estocolmo, referência global em bem-estar e planejamento urbano, Deps aponta que espaços mais humanos (com áreas verdes, mobilidade eficiente e convivência) estimulam equilíbrio e reduzem estresse.
Para a neuroarquiteta, o urbanismo deve ir além da infraestrutura e considerar o impacto das cidades sobre as pessoas. A forma como se ocupa o espaço, circula e convive pode incentivar conexão ou isolamento. A reflexão central não é apenas admirar modelos bem-sucedidos, mas entender como adaptar essas lições à realidade brasileira, tornando as cidades mais saudáveis, inclusivas e inteligentes.
Esse artigo é uma republicação da edição 233 da Revista ES Brasil – ES Em Números. Confira a edição digital completa aqui.

