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Contabilidade digital muda rotina de empresas no ES

Fundador da Virei Contador fala sobre inovação, inteligência artificial e os impactos da reforma tributária no futuro da contabilidade e do empreendedorismo

Por Nathanael Rodor

A transformação digital vem mudando a rotina de empresas de diferentes setores — inclusive de áreas tradicionalmente associadas à burocracia, como a contabilidade. No Espírito Santo, a trajetória da Virei Contador ilustra esse movimento. Criada em 2017 a partir da experiência da New Cont, escritório contábil fundado em 2000 em Vila Velha, a empresa apostou em tecnologia, automação e atendimento digital para simplificar processos e aproximar a contabilidade da realidade dos pequenos e médios empreendedores.

Durante entrevista ao Café com Moqueca, o fundador Jefferson Rocha falou sobre a evolução do negócio e relembrou o início da trajetória ao lado do sócio Ney. “A New Cont nasceu quando ainda estávamos na faculdade. Abrimos o escritório na garagem, com um computador antigo, ar-condicionado e vontade de fazer diferente”, contou. Segundo ele, a experiência acumulada ao longo de quase três décadas permitiu identificar mudanças no mercado e criar uma operação voltada à digitalização dos serviços contábeis. “Nosso foco foi totalmente em tecnologia. Queríamos ajudar o empresário a abrir empresa rápido e enfrentar menos burocracia”, afirmou.

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A empresa passou a investir em plataformas digitais, automação de processos e integração de serviços para concentrar diferentes soluções em um único ambiente. Hoje, além da contabilidade, a plataforma oferece suporte para emissão de notas fiscais, certificado digital, sistemas financeiros e atendimento automatizado. “A tecnologia é o elo que conecta nosso time aos clientes e facilita a vida dos dois lados”, explicou Jefferson. Segundo ele, o objetivo é permitir que o empresário consiga focar mais na gestão do próprio negócio. “O empreendedor precisa entender o financeiro da empresa dele. A tecnologia ajuda a organizar isso de forma simples e rápida”, disse.

Ao comentar o ecossistema de inovação capixaba, Jefferson defendeu mais incentivos para retenção de startups e talentos no Estado. Para ele, o Espírito Santo reúne condições favoráveis para desenvolvimento tecnológico, mas ainda enfrenta desafios para manter empresas inovadoras crescendo localmente. “O Espírito Santo é um lugar bom de viver, com infraestrutura e qualidade de vida. O desafio agora é fazer essas empresas permanecerem aqui”, concluiu.

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