Alinhada à CNI, Findes aposta na reunião Lula-Trump como oportunidade para fortalecer exportações das indústrias do ES
Por Amanda Amaral
O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente americano Donal Trump na próxima semana foi encarado com entusiasmo pelo Confederação Nacional da Indústria (CNI), assim como a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).
O encontro foi anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trumpo, na Assembleia Geral da ONU. Para as entidades, a retomada do diálogo em alto nível é fundamental para reaproximar Brasil e Estados Unidos em um momento de tensões comerciais e tarifas elevadas sobre produtos brasileiros. O presidente da CNI, Ricardo Alban, avalia que a sinalização de Trump abre caminho importante para negociações que podem aliviar o impacto das sobretaxas.
“A fala do presidente Trump, sinalizando uma abertura para o diálogo com o presidente Lula, aumenta a esperança para que os dois governos iniciem uma mesa de negociação para rediscutir as pesadas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Sabemos que não é uma tarefa fácil, mas temos confiança de que, por meio da conversa e da diplomacia, o Brasil conseguirá reverter esse cenário. Afinal, Brasil e Estados Unidos mantêm uma relação propositiva de mais de 200 anos, com economias complementares”, destacou.
Três setores importantes na pauta de exportações do Espírito Santo para os Estados Unidos, celulose, rochas e minério de ferro, foram beneficiados na lista de exceções, contudo, o agro – que já divulgou balanço no segundo trimestre de 2025, após o tarifaço, já sentiu o impacto da medida. Mas outros produtos também podem ser impactados.
No início de setembro, a CNI coordenou uma missão empresarial a Washington, reunindo cerca de 130 empresários de diversos setores, contando com representantes da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas), que tem sede em Cachoeiro de Itapemirim.
“Essa reunião entre os presidentes pode representar uma oportunidade de reaproximação estratégica, capaz de reduzir barreiras, ampliar a cooperação em áreas de inovação e sustentabilidade e reforçar a segurança jurídica para investimentos de longo prazo. O comércio bilateral é vital para a competitividade da indústria brasileira e só pode avançar com base no diálogo e na construção de soluções negociadas”, concluiu Alban.

