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Jovens no ES relatam uso de drogas para aliviar ansiedade

Levantamento da Rede Abraço mostra experimentação precoce de cigarro, álcool, estimulantes, entre outras drogas, em adolescentes do ensino médio

Por Amanda Amaral

Meninas saem na frente quando o assunto é experimentar cigarro, maconha e emagrecedores. Foi o que mostrou uma pesquisa sobre entorpecentes realizada com 4,6 mil estudantes do ensino médio de 63 escolas da Região Metropolitana, com idade entre 14 e 19 anos.

O estudo foi desenvolvido pela Rede Abraço, em parceria com o Laboratório de Estudos Sobre Violência, Saúde e Acidentes da Universidade Federal do Espírito Santo (Lavisa) e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes). Confira o documento na íntegra clicando aqui.

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O estudo mostrou que mais meninas do que meninos disseram ter experimentado cigarro, maconha e emagrecedores. Em relação ao álcool, elas também aparecem na frente dos garotos com 67% contra 59% entre eles.

Na lista das drogas consumidas por estes adolescentes, estão: álcool, cigarro, cigarro eletrônico, maconha, cocaína, LSD, medicamentos para emagrecer (sem prescrição médica) e estimulante. Entre os motivos apontados para o consumo estão a busca por diversão, necessidade de relaxar e redução do estresse.

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Os cigarros eletrônicos – também conhecidos como vapes e pods – além dos narguilés, estão mais presentes entre alunos das escolas particulares (26,6%), antes os 20,9% das públicas. O mesmo ocorre com o uso de emagrecedores, bem como outros estimulantes – neste caso com o agravante de conseguir a droga sem receita médica, ou seja, muitas vezes, têm acesso dentro de casa.

O subsecretário de Estado de Políticas sobre Drogas e coordenador do Programa Rede Abraço, Carlos Lopes, lembra que entender os dados é essencial para desenhar políticas públicas efetivas, especialmente no campo da prevenção.

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“Com esse robusto e atualizado diagnóstico do comportamento dos nossos estudantes na Grande Vitória, vamos continuar focando no fortalecimento de estratégias de proteção social e no desenvolvimento das habilidades socioemocionais, sem discursos moralistas e repressivos, que na maioria das vezes, têm efeito reverso com os jovens. Por isso, como governo do Estado, estamos desenvolvendo um plano macro de políticas públicas, como o Centro de Prevenção Comunitária, inaugurado em março último, no chamado ‘Território do Bem’, em Vitória, que atende crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, e tem como principal foco a prevenção do uso de substâncias psicoativas e o fortalecimento de projetos de vida”, finaliza Lopes.

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