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Combate ao tabagismo: saiba como é o tratamento

O cigarro é causa de câncer, problemas cardíacos e respiratórios, especialistas defendem atenção contínua no combate ao tabagismo

Nesta sexta-feira (29), é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo (Lei nº 7.488/19860). A luta contra o vício pode ser difícil, mas especialistas alertam sobre a necessidade de parar de fumar e explicam como é o tratamento no Brasil, país onde 477 pessoas morrem a cada dia por causa do tabagismo segundo o Instituto do Câncer (Inca).

A pneumologista Kristiane Rocha, do Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV), explica que, no Brasil, o tratamento se baseia, além do apoio psicológico, na terapia de reposição de nicotina por meio de adesivo, goma e pastilhas, em alguns casos, uma combinação entres.

A especialista ressalta que tudo isso “há de ser avaliado criteriosamente”. Kristine Rocha que as opções de medicamento são a bupropiona. “Já fora do Brasil, surgem estudos com boa resposta de uma nova medicação na ajuda para remissão do tabagismo, mas ainda não está disponível no Brasil”, disse.

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Mas uma novidade vem incrementando o tratamento no Brasil, o uso da telemedicina para acompanhamento dos pacientes que fazem tratamento contra tabagismo. “Infelizmente, ainda não são todas as unidades de saúde que possuem o programa, e esse recurso poderia abranger um maior número de pessoas interessadas”, pondera.

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Ainda com relação à avanços no tratamento, ela explica: “não houve incorporação de novos fármacos recentes, mas sim reforço da estrutura de grupos, capacitação de equipes e acompanhamento de rotina nas unidades de saúde”.

Vapes

Devido a publicação da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 855/2024, que manteve a proibição do vape no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu este ano um prêmio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Kristiane Rocha é pneumologista. Foto: Hospital Evangélico de Vila Velha.
Kristiane Rocha é pneumologista. Foto: Hospital Evangélico de Vila Velha.

As plataformas e redes digitais também estão proibidas de fazer propaganda dos vapes, conforme notificação do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e aos Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP), do Ministério da Justiça de São Paulo (MJSP). Para a pneumologista e especialista em Medicina do Sono, Jessica Polese, a ação é importante para inibir a forma de propagar uma ilusão: “É fundamental que famílias, escolas e autoridades unam forças para informar, prevenir e proteger os jovens de um produto que, embora moderno e sedutor, esconde riscos graves para a saúde”.

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Perigos

O tabagismo é considerado doença crônica para o Ministério da Saúde. Além da nicotina, o cigarro contém ainda milhares de substâncias químicas, sendo fator de risco para doenças cardiovasculares, respiratórias crônicas e diversas neoplasias, dentre outras. A pneumologista e especialista em Medicina do Sono, Jessica Polese, faz o mesmo alerta para os vapes: “o cigarro eletrônico possui conservantes, partículas finas, traços de metais pesados e até substâncias cancerígenas, e alguns também tem tabaco”.

Jessica Polese é pneumologista. Foto: Divulgação
Jessica Polese é pneumologista. Foto: Divulgação

Kristiane Rocha explica que o vape apresenta alto nível de nicotina, o que pode levar a uma maior dependência. “Na prática clínica, temos vistos pacientes com níveis de dependência elevados, o que exige estratégias semelhantes às do cigarro convencional.

Em um cenário que apresentava redução no hábito do tabagismo, Kristiane Rocha acredita que a sociedade precisa unir mais forças visando a alertar sobre o produto, que além da nicotina, contém outras substâncias também nocivas. “Além disso, há lesões pulmonares graves já documentadas por conta do uso dos vapes. Por isso, a importância de não flexibilizar os cigarros eletrônicos e manter a postura de restrições”, avalia.

Tratamento no SUS

A pneumologista lembra que o SUS disponibiliza o tratamento de forma gratuita por meio do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT). O interessado em parar de fumar deve procurar sua unidade de saúde de referência.

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O tratamento conta com equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos, assistentes sociais e nutricionistas. Após o acolhimento pelos profissionais, o paciente é submetido a testes para avaliar seu grau de dependência. Após a avaliação, é realizada uma triagem para o tipo de atendimento, que pode ser em grupo ou individualizado, ou as duas situações.

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