Estado fica atrás apenas de RJ e SE; ANP prevê a desativação de 79 poços em território capixaba
Por Amanda Amaral
Com o amadurecimento da produção de alguns campos no Espírito Santo, o setor de descomissionamento – desativação e desmontagem de poços, plataformas, dutos e equipamentos da cadeia de Petróleo e Gás, surge como parte relevante da nova fase da indústria no Brasil.
A Agência Nacional do Petróleo (ANP), em 2025, estimou para o Espírito Santo, o descomissionamento de 79 poços, com R$ 4,79 bilhões em investimentos, segundo o Anuário da Indústria de Petróleo e Gás da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), divulgado nesta terça-feira (14).
Com isso, o Estado se manteve na terceira posição nacional em volume de recursos previstos, atrás apenas do Rio de Janeiro, com 502 poços e R$ 52 bilhões, e de Sergipe, com 287 poços e R$ 9 bilhões.
“Hoje, já temos um número grande de plataformas que precisam ser descomissionadas, algumas inclusive já sem produção. É um negócio bilionário”, destacou o presidente da Findes, Paulo Baraona.
Além disso, no Espírito Santo, o estoque de Programas de Descomissionamento de Instalações (PDIs) em análise pela ANP registrou avanço entre 2024 e 2025, passando de 23 projetos para 24 no ano passado, dos quais 19 são terrestres e 5 marítimos.
O descomissionamento envolve atividades de: interrupção definitiva das operações; abandono de poços; desmontagem e remoção de equipamentos e estruturas; limpeza e recuperação ambiental da área; além de destinação final adequada dos materiais.

