Especialistas destacam hábitos que impactam na qualidade de vida relacionados à pele, à boca, inatividade, má alimentação e noites mal dormidas
Por Amanda Amaral
Mais de 30% da população adulta apresenta hipertensão arterial. Especialistas alertam para melhoria da qualidade de vida, o que passa pela prática de atividades físicas, boa alimentação e noites de sono tranquilas. Os cuidados vão desde a pele até a saúde bucal.
O sono inadequado, o sedentarismo e a exposição excessiva a fatores de risco, como poluição e alimentação ultraprocessada, impactam diretamente a qualidade de vida dos brasileiros, na visão da pneumologista e especialista em Medicina do Sono, Jessica Polese.
Ela destaca que dormir bem é essencial para a saúde, pois o sono regula processos como a consolidação da memória, o funcionamento do sistema imunológico e até mesmo o controle do apetite. “Para ter uma boa noite de sono, é preciso investir em hábitos saudáveis e na higiene do sono, como manter horários regulares, evitar telas à noite e criar um ambiente propício ao descanso”, orienta a médica.
Os profissionais também alertam para os cuidados com a pele. A médica Renata Melo alerta que a proteção contra o sol e a hidratação são fundamentais para evitar o envelhecimento precoce e problemas mais graves, como o câncer de pele. “Usar protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados, e manter uma rotina de hidratação ajudam a preservar a saúde e a beleza da pele a longo prazo”, reforça a médica.
A dermatologista Karina Mazzini destaca a importância de priorizar a saúde antes da estética: “Infelizmente, muitas pessoas têm exagerado em procedimentos estéticos e, muitas vezes, recorrem a profissionais não qualificados, colocando a saúde em risco em nome da beleza. Querer ficar mais bonito não é um problema, mas é fundamental buscar médicos confiáveis, que priorizem a segurança e o bem-estar dos pacientes acima de tudo.” Para Karina, a saúde e a segurança do paciente devem ser a prioridade absoluta em qualquer tratamento.
Já a implantodontista e diretora Clínica do IOS – Instituto Odontológico, Marlei Bonella faz um alerta quanto à saúde bucal: “A relação entre a boca e a mente é um aspecto muitas vezes subestimado. A dor de dente crônica, as infecções gengivais e a perda dental podem impactar o emocional do paciente, causando estresse, ansiedade e até depressão”, enfatiza.
“Há muitas pesquisas também relacionando a doença periodontal como fator de risco para doenças neurológicas crônicas como a doença de Alzheimer, por conta da bactéria P. gingivalis, um patógeno-chave da doença periodontal, foi encontrado nos cérebros de pacientes com Alzheimer”, explica Marlei.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um em cada quatro adultos não se exercita regularmente. Entre os adolescentes, os dados são ainda mais alarmantes, com quatro em cada cinco jovens sendo fisicamente inativos. Por isso, a entidade estabeleceu novas diretrizes para reduzir a inatividade física mundial em 15% até 2030.
“Qualquer atividade física é melhor do que nenhuma. Isso vale para todas as idades. Manter uma rotina de exercícios que inclua fortalecimento muscular e reduzir comportamentos sedentários são passos essenciais para a saúde do corpo e da mente”, explicou a endocrinologista especialista em medicina esportiva Gisele Lorenzoni.

