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segunda-feira, 24 junho, 2024

Os cinco erros mais frequentes cometidos por hipertensos

Exercícios físicos melhoram a circulação sanguínea e reduzem a rigidez das artérias, contribuindo para a diminuição da pressão arterial, estresse e ansiedade

Por Walter Batista Junior

Receber o diagnóstico de uma doença crônica, como a hipertensão, é sempre um momento desafiador porque não é simples aceitar a existência de uma condição que exigirá cuidados pelo resto da vida. Mas, mesmo diante dessas dificuldades e do turbilhão de sentimentos que possam surgir, é fundamental que os hipertensos se atentem para alguns erros cometidos frequentemente e que podem comprometer a sua saúde.

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Os cinco erros mais frequentes cometidos por hipertensos:

Primeiro – é o ato de interromper a medicação, já que a pressão está boa.

Segundo – outro erro comum é parar a medicação em função de seus efeitos colaterais sem avisar ao médico. Nestes dois casos, o agravamento do quadro é iminente: não pode haver falhas nas doses pois, ainda que o indivíduo esteja se sentindo bem, a pressão arterial pode subir a qualquer momento.

O fim repentino do tratamento também pode levar a danos permanentes de órgãos vitais, como rins, coração e cérebro, já que aumenta os riscos de eventos como AVCs, infartos e insuficiência renal. Todo paciente deve participar ativamente de seu processo de tratamento, mas as escolhas e decisões devem ser ancoradas na avaliação de um especialista, que lhe apontará os melhores caminhos.

Terceiro – é aferir a pressão arterial várias vezes ao dia. Embora o acompanhamento da pressão seja necessário, o excesso de averiguações pode resultar em ansiedade que, consequentemente, poderá levar a um aumento da pressão. A cada medicação, um novo estado de apreensão é gerado, sobrecarregando o emocional. Por isso, converse com seu médico e alinhe as condições de monitoramento.  Se necessário, busque apoio psicológico.

Quarto – é o uso excessivo de anti-inflamatórios, que são usados em uma variedade de condições, desde dores musculares até a artrite. Mas, no caso dos hipertensas, existe uma clara bandeira vermelha, tendo em vista que o uso indiscriminado desses medicamentos afeta a saúde cardiovascular por diferentes razões. Uma delas é que os anti-inflamatórios podem causar retenção de líquido, interferindo na função dos rins e levando ao aumento da pressão arterial.

Quinto – o alerta a ser feito é para aqueles que deixam de fazer o tratamento não medicamentoso, que inclui a prática de atividades físicas regulares e a adoção de uma alimentação saudável. O efeito dos medicamentos deve ser potencializado pela mudança de hábitos. Exercícios físicos, por exemplo, melhoram a circulação sanguínea e reduzem a rigidez das artérias, contribuindo para a diminuição da pressão arterial, além de reduzirem estresse e ansiedade. Do mesmo modo, alimentos naturais, com baixo teor de sal e gordura, auxiliam no controle do peso e da insulina do corpo.

O relatório “Estatística Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia de 2023” aponta que um quarto da população brasileira tem hipertensão. Em seu primeiro relatório sobre os efeitos globais da hipertensão, a Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra que a hipertensão afeta um a cada três adultos no mundo. Dadas as circunstâncias, hábitos saudáveis são importantes não só para quem já é hipertenso, como também para prevenir novos quadros.

Sabemos que todas essas mudanças e adequações de hábitos não ocorrem do dia para a noite. Existe um processo de adaptação que precisa ser respeitado. Muitas vezes, esse período requer calma, resiliência e ajuda de especialistas. No Dia Mundial de Combate à Hipertensão, celebrado nesta sexta (17), é importante lembrarmos que os pacientes hipertensos precisam de uma rede de apoio para enfrentar os obstáculos e isso exige a presença de profissionais qualificados. Confie no seu médico e no seu tratamento.

Walter Duarte Batista Junior é cardiologista e coordenador médico da Unimed Coração.

 

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