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Comunicando com equipes multigeracionais

É preciso trabalhar a cultura das organizações, que reflete uma cultura brasileira com relação às equipes geracionais, para, paulatinamente, mudar mentalidades

Por Mirella Bravo

Estamos vivendo mais. E os desafios dessa realidade, como a coexistência de diferentes gerações, impactam as mais diversas áreas, exigindo de nós uma comunicação eficiente.

É lugar comum dizer que a tecnologia impactou a realidade, mas também acelerou a mudança nas gerações, tanto de recorte de tempo, quanto de mudanças de habilidades, competências, visões e de pensamento. O certo é que não há mais um padrão, mas diversidades.

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As perguntas são: como mudar a cultura para alterar a percepção dos sujeitos em ambientes cada vez mais diversos? Como tornar ambientes diversos e produtivos? Como comunicar com eficiência em um ambiente em que as gerações apresentam comportamentos e aprendizagens próprios?

As diversidades estão juntas para atuarem em direção ao mesmo objetivo, que é o da organização. O desafio de fazer funcionar e obter o melhor resultado recai sobre as lideranças.

É preciso trabalhar a cultura das organizações, que reflete uma cultura brasileira com relação às equipes geracionais, para, paulatinamente, mudar mentalidades. E não se trata de pensar que as gerações devem se adaptar, mas que sejam incluídas.

É um convite inadiável a uma jornada de superação, especialmente, de crenças limitantes e status quo, capaz de ver a soma das experiências nos transformar em um profissional melhor. O foco está nas perspectivas que se complementam. Ponto central: comunicação.

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Alguns pontos são fundamentais para refletir sobre o assunto nas empresas e garantir trocas produtivas.

Primeiro: a soma das diferenças traz o melhor resultado. O comportamento deve construir pontes, considerando o que os une, com foco nos valores e complementos.

Segurança psicológica é outro ponto, sem medo de retaliação por opinião dada, sem medo de julgamentos dos outros e riscos sociais. Incluindo, inclusive, poder dizer “eu não sei”.

Uma escuta genuína é esperada. Sair da posição defensiva, ouvir com empatia e estar de fato disposto a compreender o outro. Os líderes devem estimular que as pessoas contem suas histórias de vida, pois isso explica muito as ações e reações no dia a dia. A liderança deve entender o que cada geração precisa para apresentar o melhor desempenho.

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Será preciso considerar mudanças necessárias nas políticas de benefícios para alcançar a todos. Cada geração precisa de estímulos diferenciados. Perto disso, é necessário criar espaços em que os empregados tratem de pautas importantes para a empresa e para eles de forma aberta e sem receio. É preciso ter conversas difíceis.

Também é fundamental atingir a importância do outro, reconhecendo a importância do outro com a humildade, pois aprendemos todo dia.

O feedback segue como ferramenta crucial, desde que seja um processo de troca. O que se associa ao feed for work, traçando caminhos de formação e de construção de carreiras, guiando mudanças positivas e direcionadas para os objetivos construtivos para o indivíduo e para a empresa.

Por fim, tudo isso precisa ser comunicado de forma redundante. Se as gerações se comunicam de forma diversa, vale comunicar abundantemente, repetindo a informação nas mais diversas formas, locais e meios de comunicação para atingir todas as pessoas.

Mirella Bravo é voluntária da ABRH/ES, jornalista e advogada, professora universitária há mais de 18 anos, realizando também treinamento, mentoria e consultoria corporativa em comunicação. O texto foi desenvolvido a partir do conteúdo assistido no Fórum de Gestores promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH/ES), que aconteceu no dia 18 de setembro de 2024, na Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).

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