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Expectativa de alta dos juros pressiona ouro e derruba prata em 5%

Metal volta às mínimas do ano; prata recua 4,9% com pressão de juros e tensão no Oriente Médio.

O ouro encerrou em queda nesta terça-feira, 9, voltando a bater as mínimas do ano, em meio à piora no sentimento diante das expectativas de taxas de juros elevadas por um período prolongado nos Estados Unidos diante da continuidade das tensões no Oriente Médio. A prata também registrou baixas acentuadas. Além do cenário geopolítico, o mercado avalia dados econômicos sobre a economia dos Estados Unidos, à espera do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês).

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em queda de 1,76%, a US$ 4.286,4 por onça-troy, enquanto a prata para julho recuou 4,9%, a US$ 65,240 por onça-troy.

Os metais aceleraram as perdas no final da sessão após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que o país irá responder a um ataque do Irã que abateu um helicóptero americano. No lado iraniano, o tom mais duro também foi reforçado pelo presidente do Parlamento do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, que publicou uma aparente ameaça aos americanos no X. Em meio ao cenário, o ouro voltou a operar na faixa de US$ 4.200, recuando ao menor nível desde novembro de 2025.

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Enquanto isso, as apostas por uma política monetária mais restritiva, assim como uma inflação mais alta, também pressionam os metais preciosos, segundo o TD Securities. De acordo com o MUFG, as expectativas de juros altos por mais tempo continuam sendo um obstáculo para ativos não rentáveis, como o ouro. O metal “permanece cerca de 18% abaixo do seu nível pré-conflito, refletindo o impacto combinado do aumento dos rendimentos dos títulos, de um dólar mais forte e da mudança nas expectativas das taxas”, afirma.

Na mesma linha, o Commerzbank avalia que, caso os dados de inflação dos EUA apresentem alta acima do esperado, o preço do metal dourado deve continuar em queda. “Enquanto prevalecerem as expectativas de aumento das taxas de juros, o ouro provavelmente permanecerá em baixa”, pontua a instituição. Mais cedo, o mercado acompanhou a divulgação de uma série de números sobre a economia americana, como o déficit comercial, os estoques no atacado e as vendas de moradias usadas.

*Com informações de Dow Jones Newswires

Com informações da Estadão Conteúdo – Economia, Letícia Araújo*, especial para a AE

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